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MPF vai apurar denúncia contra Carlos Jordy por suspeita de uso de empresa de fachada em campanha eleitoral

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 23 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

O Ministério Público Federal (MPF) deve apurar uma denúncia envolvendo o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que disputou a prefeitura de Niterói nas eleições de 2024. Segundo informações da coluna de Lauro Jardim, em O Globo, o parlamentar é acusado de contratar uma empresa suspeita de ser de fachada, levantando indícios de possíveis irregularidades na prestação de contas da campanha.


A empresa em questão é a Jorual Tecnologia e Comunicação, registrada em nome de Cleonice Loureiro Alves. Aberta em junho de 2024 — apenas quatro meses antes da eleição —, a firma recebeu R$ 1,5 milhão da campanha de Jordy. O curto intervalo entre a criação da empresa e sua contratação, somado a outros fatores, despertou suspeitas sobre sua real capacidade operacional.


Endereço residencial e telefone de familiar


De acordo com a denúncia enviada ao MPF, a sede da empresa está registrada em uma casa modesta no bairro Serra Grande, em Niterói, sem qualquer sinal de funcionamento comercial. O número de telefone fornecido à Justiça Eleitoral, segundo a representação, seria de Michelle Alves, filha da proprietária, e não da própria empresa.


Para os autores da denúncia, os indícios apontam para o uso de uma empresa de fachada, o que pode caracterizar falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro e desvio de recursos de campanha.


Deputado nega irregularidades


Procurado, Carlos Jordy afirmou, por nota, que ainda não teve acesso à denúncia e negou qualquer prática ilícita. Segundo ele, a contratação ocorreu dentro da legalidade e o imóvel citado foi alugado para servir como estúdio de campanha.


“A Jorual Tecnologia e Comunicação, sob razão social Cleonice Loureiro Alves, é parte do Grupo Jorual, que atua no mercado há mais de 20 anos. Prestou serviços em inúmeras campanhas em diversos estados do país”, declarou o deputado. Ele ainda alegou que os serviços contratados foram prestados a um custo 50% inferior ao de seu adversário.


O MPF deverá analisar se há elementos suficientes para abrir uma investigação formal ou arquivar o caso. A Justiça Eleitoral costuma acompanhar de perto contratações de empresas recém-criadas ou com sinais de inatividade, especialmente em campanhas que movimentam grandes volumes de recursos públicos e privados.


 
 
 

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