top of page
Buscar

Mudança na defesa de Daniel Vorcaro levanta suspeitas de possível delação no caso Banco Master

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A substituição da equipe jurídica do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em inquérito sobre supostas fraudes no Banco Master, passou a ser interpretada nos bastidores do meio jurídico como um possível sinal de mudança na estratégia de defesa — incluindo a eventual negociação de um acordo de colaboração premiada.


A troca de advogados foi formalizada nesta sexta-feira (13), pouco depois de a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para manter a prisão do empresário. Por três votos a zero, os ministros decidiram que Vorcaro seguirá detido na Penitenciária Federal em Brasília enquanto as investigações prosseguem.


A banca que atuava anteriormente na defesa, liderada pelo advogado Pierpaolo Bottini, deixou o caso. Bottini é conhecido por críticas públicas ao uso de acordos de colaboração premiada e foi substituído pelo criminalista José Luis Oliveira, profissional reconhecido por atuar justamente em negociações desse tipo.


Novo defensor tem experiência em delações


A escolha de Oliveira chamou atenção entre juristas porque o advogado participou da negociação de importantes acordos de colaboração em investigações de grande repercussão nacional. Entre eles está o acordo firmado por Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS e um dos delatores da Operação Lava Jato.


O criminalista também já integrou defesas em casos de destaque no país, como a do general Walter Braga Netto em investigação sobre uma suposta trama golpista e a do ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do chamado Escândalo do Mensalão.


Nos bastidores jurídicos, mudanças na equipe de defesa costumam ser interpretadas como movimentos estratégicos quando investigados passam a considerar a possibilidade de colaborar com autoridades em troca de benefícios legais.


STF mantém prisão


A decisão que manteve Vorcaro preso foi tomada em julgamento virtual da Segunda Turma do STF. Até agora, três ministros votaram pela manutenção da prisão. O julgamento permanece aberto e deve ser concluído na próxima sexta-feira (20), quando ainda será contabilizado o voto do ministro Gilmar Mendes.


Enquanto o processo segue em análise no Supremo, qualquer eventual acordo de colaboração dependerá de negociação com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República, responsáveis pela condução das investigações.


Mesmo sem confirmação oficial, a troca de advogado já é vista como um indício de que a estratégia de defesa do banqueiro pode ter mudado, abrindo a possibilidade de novos desdobramentos no caso que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

Foto Arquivo


 
 
 

Comentários


bottom of page