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Mulher do ex-vereador Roberto Beleza ocupou simultaneamente cargos de 40 horas em Barra Mansa e no Palácio Guanabara

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A revelação de que a nutricionista Jilliane Resende Cristino, esposa do ex-vereador Roberto Beleza, manteve durante cerca de nove meses dois vínculos públicos com jornadas integrais levanta questionamentos sobre a compatibilidade dos cargos e a fiscalização exercida pelos órgãos responsáveis.


De um lado, Jilliane aparece registrada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) como integrante da equipe da Unidade de Saúde da Família Selenir Rodrigues Maciel, no bairro Santa Maria, em Barra Mansa, com carga horária de 40 horas semanais. Do outro, foi nomeada em 28 de julho de 2025 para exercer o cargo de assistente no gabinete do então governador Cláudio Castro, também com jornada de 40 horas semanais.


A distância entre Barra Mansa e a sede do Governo do Estado, no Palácio Guanabara, supera os 130 quilômetros. A coincidência das cargas horárias e o período simultâneo dos vínculos despertam dúvidas que merecem esclarecimentos públicos, especialmente porque envolvem recursos pagos pelo contribuinte.


Durante sua passagem pelo gabinete do governador, Jilliane recebeu salário médio de aproximadamente R$ 12 mil mensais. Sua exoneração ocorreu em 20 de abril deste ano, mesma data em que outros ocupantes de cargos comissionados foram dispensados pela gestão interina do desembargador Ricardo Couto.


O caso ganha ainda mais relevância pelo fato de Jilliane ser esposa de Roberto Beleza, figura conhecida na política de Barra Mansa. Ex-vereador por dois mandatos, ele ocupou recentemente a Secretaria Municipal de Proteção Animal e atualmente se movimenta para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.


Questionado pela reportagem sobre a situação dos vínculos da esposa, Roberto Beleza preferiu não comentar.


A população tem o direito de saber se houve compatibilidade entre as funções exercidas, quais atividades foram efetivamente desempenhadas em cada cargo e de que forma foi realizado o controle das jornadas. Transparência não é favor. É obrigação de quem administra dinheiro público.


Quando situações como essa vêm à tona, o debate deixa de ser apenas político e passa a envolver princípios básicos da administração pública, como eficiência, moralidade e fiscalização. São perguntas que precisam ser respondidas não para atender interesses partidários, mas em respeito ao cidadão que financia toda a estrutura governamental.


 
 
 

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