Museu inédito resgata passado estratégico da Baixada Fluminense
- Marcus Modesto
- há 3 horas
- 1 min de leitura
A cidade de Nova Iguaçu abre, nesta quinta-feira (30), as portas de um espaço pioneiro no estado: o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-NI). Localizado no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em Tinguá, o equipamento surge com a missão de valorizar e tornar acessível a memória histórica de uma região fundamental na construção econômica e social do Brasil.
Mais do que um centro expositivo, o museu nasce integrado a uma estrutura técnica própria. A criação da Superintendência de Pesquisas Arqueológicas, ligada à Secretaria Municipal de Cultura, reforça o compromisso com a produção científica. As primeiras investigações já revelaram um acervo expressivo, com mais de 200 mil fragmentos arqueológicos — em sua maioria do século XIX.
O território onde o museu está inserido guarda marcas diretas do Ciclo do Café, quando a região desempenhou papel decisivo como corredor de transporte da produção do Vale do Paraíba. Esse contexto histórico orienta a narrativa do MAE-NI, que busca reposicionar a Baixada Fluminense no mapa nacional da pesquisa arqueológica e da preservação patrimonial.
A mostra de estreia, “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, apresenta ao público uma jornada histórica que vai dos primeiros grupos humanos até a formação de Nova Iguaçu. Um dos principais atrativos é o núcleo dedicado às peças encontradas nas escavações realizadas no próprio parque.
Com visitação gratuita, o museu funcionará de sexta a domingo, das 9h às 17h. A proposta vai além da contemplação de objetos: o visitante é convidado a interpretar o espaço ao redor, conectando ruínas, paisagem e história em uma experiência viva da memória fluminense.
Foto Renato Cordeiro




Comentários