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Novos equipamentos culturais avançam, mas antigo PAC segue fechado e sem respostas

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 32 minutos
  • 2 min de leitura

Enquanto novos equipamentos culturais começam a ganhar forma no Sul Fluminense, um espaço histórico segue abandonado: o antigo PAC (Ponto de Ação Cultural), fechado há anos e ainda sem qualquer definição concreta sobre sua reabertura.


Nesta semana, foi dia de visita técnica e captação de imagens dos futuros equipamentos culturais da região — um movimento importante que sinaliza avanços, mas que também evidencia contradições na política cultural local.


A agenda teve início no espaço que vai abrigar o Museu do Vídeo Game, em Volta Redonda. A visita contou com a presença do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Sodré, acompanhado de sua equipe da Prefeitura de Volta Redonda. Pela FUNARJ, participaram a equipe de comunicação, a equipe de engenharia, responsável pela análise técnica do imóvel, e a coordenação de museus, que acompanhou todo o processo e os registros desse começo simbólico.


Na sequência, a equipe seguiu para a futura Casa de Cultura Chico Anysio, projeto carregado de simbolismo e memória. Destaque para o apoio de André Lucas, filho de Chico Anysio, que desde o início tem sido um dos principais entusiastas da iniciativa, contribuindo para manter vivo o legado de um dos maiores nomes da cultura brasileira.


O roteiro terminou no futuro Teatro de Barra Mansa, onde também foram realizadas análises técnicas e registros, reforçando a expectativa de novas entregas culturais para a região.


Foi um dia intenso, produtivo e que traz motivos para comemorar. No entanto, o avanço expõe uma pergunta inevitável: se há articulação, recursos e planejamento para novos projetos, por que o antigo PAC continua fechado?


O espaço, que já teve papel fundamental na formação cultural e artística de Barra Mansa, permanece fora de uso, sem transparência sobre prazos, investimentos ou planos concretos. Cultura não se fortalece apenas com inaugurações; exige também compromisso com a recuperação dos equipamentos existentes e respeito à memória coletiva.


O reconhecimento ao trabalho da FUNARJ é legítimo, assim como ao presidente Jackson Emerick, pelo empenho em fortalecer a cultura no Sul Fluminense. Também é inegável a contribuição do deputado Áureo Ribeiro e do prefeito Neto, que cedeu um imóvel estratégico para a implantação do Museu do Vídeo Game.


Mas o avanço precisa ser completo. A reabertura do antigo PAC não pode continuar sendo adiada ou tratada como assunto secundário. Cultura se constrói com novos projetos, mas também com responsabilidade, continuidade e compromisso com aquilo que já foi prometido à população.


Seguimos atentos. A cultura agradece — e a cidade cobra.

Foto Divulgação


 
 
 

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