top of page
Buscar

O silêncio da Câmara diante da crise na saúde em Barra Mansa

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Por Marcus Modesto


Depois de oito meses de crise na saúde pública de Barra Mansa, o presidente da Câmara, vereador Paulo Sandro, resolveu demonstrar preocupação com a situação da Oncobarra. O problema é que a reação chega tarde demais para pacientes e famílias que passaram meses convivendo com o medo da interrupção de tratamentos essenciais.


Agora, diante da mudança no comando do Governo do Estado, surgem ofícios, pedidos de reuniões e discursos sobre urgência. Uma movimentação que soa como tentativa de recuperar o tempo perdido diante de uma crise que já vinha se arrastando há meses, sem uma atuação firme do Legislativo municipal.


A dívida milionária do Estado com as unidades de saúde não apareceu de repente. Os riscos ao atendimento oncológico já eram conhecidos, assim como os problemas financeiros enfrentados pela Angiobarra. Mesmo assim, durante todo esse período, a Câmara de Barra Mansa permaneceu praticamente em silêncio.


O vereador Deco, que agora participa de manifestações e fala em preocupação com os pacientes, também passou meses sem protagonizar cobranças contundentes ou mobilizações efetivas diante do agravamento da situação. A sensação para muitos pacientes é de que a indignação só apareceu quando a crise ganhou repercussão política.


E o mais contraditório de tudo é que muitos desses mesmos vereadores seguem apoiando politicamente para o Senado o ex-governador Cláudio Castro, justamente apontado por grande parte da população como o principal responsável pela crise dos repasses estaduais que hoje ameaça serviços essenciais de saúde em Barra Mansa e em toda a região.


Enquanto pacientes enfrentavam a angústia da possível paralisação de tratamentos, parte da classe política preferiu manter o alinhamento político ao invés de fazer o enfrentamento necessário contra o governo estadual. Para muitos moradores, isso ajuda a explicar o silêncio que predominou durante tantos meses.


Porque defender a população exige coragem para cobrar, inclusive os próprios aliados políticos, quando vidas estão em jogo.



 
 
 

Comentários


bottom of page