Obra emergencial na estrada Paraty–Cunha escancara atraso e improviso do poder público
- Marcus Modesto
- 29 de ago. de 2025
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Somente no dia 28 de agosto foi publicada no Diário Oficial do Estado a autorização para a tão aguardada obra de contenção da encosta na estrada Paraty–Cunha. O anúncio, embora revestido de tom positivo pela Prefeitura de Paraty, evidencia um problema recorrente: a demora na resposta do poder público diante de uma situação que há meses compromete a segurança e a mobilidade da região.
A intervenção será conduzida pelo Governo do Estado, que promete início imediato dos trabalhos pela empresa contratada. A promessa, no entanto, precisa ser encarada com cautela: a população já se acostumou a ouvir discursos oficiais sobre rapidez e prioridade, mas a realidade costuma ser marcada por atrasos, custos inflados e soluções paliativas.
Enquanto a obra nã
sai do papel, a Prefeitura adota medidas emergenciais: restrição do tráfego de ônibus e caminhões, controle do fluxo de veículos e monitoramento 24 horas da via. São ações necessárias, mas que reforçam o caráter improvisado da gestão. Motoristas e comerciantes locais continuam arcando com prejuízos, enquanto turistas enfrentam dificuldades para acessar a cidade — um impacto direto na economia, fortemente dependente do setor.
O discurso oficial insiste em destacar o “compromisso com a segurança”, mas a sensação que fica é de abandono prolongado. A estrada, vital para a integração de Paraty com o Vale do Paraíba e o estado de São Paulo, expõe a fragilidade das políticas públicas de infraestrutura: obras só avançam quando o risco atinge o limite e a pressão da sociedade se torna insustentável.
A pergunta que se impõe é inevitável: se a urgência já era conhecida, por que esperar tanto para agir?




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