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Operação Pirata prende cinco suspeitos de esquema de roubos contra embarcações em Angra

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
22 de ago.
2 min de leitura

Angra dos Reis – Uma investigação da Polícia Civil revelou uma estrutura organizada por trás de uma série de roubos contra embarcações na região de Angra dos Reis. Cinco pessoas foram presas nesta quinta-feira (20), durante a Operação Pirata, deflagrada por agentes da 166ª DP com apoio da Polícia Militar e da Segurança Municipal.


Mais do que identificar os responsáveis pelas abordagens, os investigadores conseguiram reconstruir parte da logística utilizada pelo grupo, que envolveria desde a execução dos assaltos até o transporte, comercialização das joias e movimentação do dinheiro obtido das vítimas.


A investigação ganhou força depois de um roubo ocorrido em julho e de uma nova ocorrência registrada na quarta-feira (19). Neste último caso, uma lancha foi interceptada por criminosos armados que utilizavam um jet ski na região da Praia do Laboratório, em Água Quente.


Durante a ação, os ocupantes ficaram sob ameaça por aproximadamente uma hora e meia. Entre as vítimas havia uma bebê de apenas seis meses. Além de celulares e joias, os criminosos obrigaram as vítimas a realizar transferências bancárias, totalizando mais de R$ 50 mil.


A partir de um dos celulares levados no assalto, a Polícia Civil conseguiu seguir pistas que levaram aos suspeitos. Informações sobre saques bancários e a negociação das joias também foram cruzadas pelos investigadores, permitindo identificar a participação de diferentes integrantes do esquema.


Segundo a polícia, um dos presos teria participado diretamente dos roubos e posteriormente negociado parte das joias. Outro seria responsável pela condução do jet ski utilizado nas abordagens. Um terceiro suspeito teria escondido o revólver utilizado pelos criminosos após a fuga.


A arma foi localizada dentro de um buraco no muro da residência de um dos investigados e apreendida durante a operação.


As apurações também apontaram que o grupo contaria com pessoas encarregadas de dar suporte à circulação do dinheiro e à venda dos objetos roubados. Um dos presos teria disponibilizado uma conta bancária para receber valores transferidos pelas vítimas.


Uma funcionária de uma loja especializada na compra e venda de ouro também acabou presa. De acordo com a Polícia Civil, ela teria comprado alianças roubadas por R$ 3.190 e admitido ter adquirido anteriormente outras joias, avaliadas em R$ 16 mil, que também seriam provenientes de crimes.


Os cinco investigados foram autuados por diferentes crimes, entre eles roubo majorado, associação criminosa, receptação e resistência, conforme a participação atribuída a cada um.


A Polícia Civil ainda solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante em preventivas para três dos investigados apontados como executores dos roubos e envolvidos na guarda do armamento.


A operação expõe a complexidade dos crimes praticados no litoral de Angra dos Reis e mostra que as investigações não se limitaram aos autores das abordagens, alcançando também a estrutura utilizada para esconder armas, negociar os produtos roubados e movimentar os valores obtidos nos assaltos.


Foto Divulgação


 
 
 

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