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OPINIÃO | Fiscalização de fachada não resolve o futuro do SAAE

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura


Por Marcus Modesto


As redes sociais do vereador Klévis exibem mais uma visita ao SAAE de Barra Mansa, desta vez à ETA Nova, com fotos, agradecimentos, elogios aos servidores e promessas de apresentar indicações para melhorias. Tudo muito bonito para a câmera. O problema é que a população espera muito mais de um vereador do que visitas protocolares e postagens para engajamento.


Fiscalizar equipamentos públicos é obrigação de qualquer parlamentar. Percorrer instalações, observar equipamentos e registrar imagens não representa nenhum grande feito. O verdadeiro papel fiscalizador começa quando surgem os temas que realmente preocupam a população e exigem posicionamento firme dos representantes eleitos.


Enquanto vereadores promovem agendas que rendem boas fotografias para as redes sociais, uma questão muito mais relevante paira sobre o futuro do SAAE: os rumores e discussões envolvendo uma possível privatização da autarquia. Sobre esse assunto, que afeta diretamente milhares de moradores, servidores e consumidores dos serviços de água e esgoto, o silêncio parece prevalecer.


A população tem o direito de saber qual é a posição de seus representantes. Existe algum estudo sobre privatização? Há interesse da administração municipal nesse caminho? Quais seriam os impactos para os trabalhadores e para as tarifas cobradas dos consumidores? Essas são perguntas que merecem respostas e fiscalização efetiva.


Se o vereador deseja demonstrar compromisso com o SAAE, talvez o momento exija menos vídeos de visitas técnicas e mais cobrança pública, mais requerimentos de informação e mais transparência sobre os planos para o futuro da autarquia.


Afinal, fiscalizar não é apenas visitar prédios públicos. Fiscalizar é questionar decisões, investigar intenções da administração e defender os interesses da população quando temas estratégicos estão em jogo. O restante corre o risco de ser apenas mais um capítulo da política de redes sociais, feita para aparecer bem na foto, mas distante dos debates que realmente importam para Barra Mansa..



 
 
 

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