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Paes acerta o alvo ao defender mais investimentos no interior e na Baixada

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 1 de jul.
  • 2 min de leitura

A recente declaração do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), sobre a necessidade de redirecionar recursos estaduais para o interior e a Baixada Fluminense escancarou uma realidade há muito ignorada na política fluminense: o desequilíbrio histórico na destinação de verbas públicas. Ao afirmar que o PSD apoiará, em 2026, uma candidatura comprometida com o fim do financiamento do carnaval carioca com dinheiro do Estado, Paes acerta o tom e toca em uma pauta urgente — a redistribuição justa dos recursos.


“É assim que tem que ser”, escreveu o prefeito, referindo-se ao uso de verbas estaduais em áreas mais carentes, como saúde, segurança, educação, estradas vicinais e transporte ferroviário. A fala incomodou alguns, mas foi recebida com entusiasmo por muitos moradores do interior e da Baixada, que se sentem sistematicamente esquecidos pelas políticas públicas centralizadas na capital.


Ao contrário do que apontam os críticos, Eduardo Paes não está atacando o carnaval — uma festa que ele mesmo sempre valorizou e apoiou. O que ele propõe é uma separação clara entre as responsabilidades dos entes federativos. Se o Rio de Janeiro é a cidade mais rica do estado, como ele mesmo ressaltou, por que o governo estadual deve bancar sozinho uma festa que já tem meios próprios de arrecadação e patrocínio? A resposta é simples: não deve.


A fala também mostra um político com visão estratégica e sensibilidade social. Paes entende que o futuro do Estado do Rio passa por descentralizar investimentos e valorizar regiões historicamente esquecidas. Foi o primeiro líder político da capital a reconhecer publicamente que o interior precisa de mais atenção — e teve a coragem de dizer isso com todas as letras, mesmo sabendo que causaria incômodo.


Nas entrelinhas, Eduardo Paes também sinaliza que está ouvindo o povo além do Túnel Rebouças. E se, de fato, vier a disputar o Palácio Guanabara em 2026, entra na corrida com uma pauta concreta, alinhada às necessidades reais da maioria dos fluminenses. Mais que uma jogada política, foi um gesto de compromisso com quem mais precisa. E isso, em tempos de promessas vazias, faz toda a diferença.


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