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Papa Leão XIV defende papel da fé no combate à crise climática durante encontro internacional em Viena

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 57 minutos
  • 2 min de leitura

A crise climática não será enfrentada apenas com soluções tecnológicas, recursos financeiros ou acordos entre governos. Essa foi a principal mensagem do Papa Leão XIV ao participar, por vídeo, da 10ª edição do Austrian World Summit, realizada nesta terça-feira (16), na cidade de Viena, na Áustria.


O evento, promovido pela Schwarzenegger Climate Initiative, reuniu representantes de diversos setores, incluindo autoridades políticas, cientistas, empresários e organizações da sociedade civil, para discutir estratégias voltadas à preservação ambiental e à redução dos impactos das mudanças climáticas.


Em sua intervenção, o Pontífice ressaltou que os desafios ambientais estão profundamente ligados às questões sociais e econômicas que afetam o mundo contemporâneo. Segundo ele, a degradação do meio ambiente não pode ser analisada de forma isolada, pois seus efeitos atingem diretamente a vida das populações, especialmente as mais vulneráveis.


Ao refletir sobre a contribuição das religiões para a pauta ambiental, Leão XIV utilizou como referência as virtudes cristãs da fé, da esperança e da caridade. O Papa afirmou que a fé leva os fiéis a reconhecerem a criação como um dom de Deus, o que amplia a responsabilidade de cada pessoa na proteção dos recursos naturais e na preservação da vida.


O líder da Igreja Católica também abordou o sentimento de preocupação que cresce diante dos fenômenos climáticos extremos, da exploração excessiva dos recursos do planeta e dos conflitos que ameaçam a estabilidade global. Para ele, as comunidades religiosas podem colaborar na construção de uma consciência coletiva capaz de transformar o medo em ações concretas e esperança para o futuro.


Durante a mensagem, Leão XIV destacou a importância da COP30 como uma oportunidade para fortalecer compromissos internacionais relacionados à sustentabilidade. O Papa defendeu ainda uma transição econômica baseada na justiça social, na solidariedade e no respeito à dignidade humana, além de cobrar que os países mais desenvolvidos mantenham o apoio financeiro prometido às nações mais afetadas pelos efeitos das mudanças climáticas.


Na conclusão de sua fala, o Pontífice enfatizou o valor da caridade como instrumento de transformação social. Segundo ele, o chamado amor cívico e político deve estimular iniciativas capazes de promover o bem comum, fortalecer políticas públicas e incentivar uma cultura de cuidado com as pessoas e com o planeta.


A manifestação reforça o engajamento da Santa Sé nas discussões ambientais e evidencia a crescente participação das lideranças religiosas nos debates sobre sustentabilidade, tema considerado um dos maiores desafios globais do século XXI.



 
 
 

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