Paraty busca acessibilidade sem abrir mão da preservação do Centro Histórico
- Marcus Modesto
- há 19 horas
- 4 min de leitura
Paraty deu início a uma nova etapa de discussão sobre um dos principais desafios de seu patrimônio histórico: como tornar o Centro Histórico mais acessível sem descaracterizar o conjunto colonial que ajudou a colocar o município no mapa do patrimônio mundial.
Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Prefeitura de Paraty, do Instituto Pedra e especialistas em conservação e patrimônio estão reunidos para avaliar alternativas que facilitem a circulação de pessoas com deficiência, idosos, moradores e visitantes.
O desafio está justamente em encontrar soluções compatíveis com as características originais do local. O Centro Histórico de Paraty é marcado pelas construções coloniais, pelas ruas estreitas e pelo tradicional calçamento de pedras irregulares, conhecido como pé-de-moleque. Qualquer alteração nesse cenário precisa, portanto, passar por estudos e critérios rigorosos de preservação.
A discussão reúne ainda integrantes do Departamento de Patrimônio Mundial, das áreas municipais de Desenvolvimento Urbano e Executiva de Governo, além de representantes da sociedade civil. A intenção é que as decisões sejam construídas de maneira conjunta, considerando tanto as necessidades de acessibilidade quanto as exigências de conservação.
Engenharia e patrimônio no mesmo caminho
Antes de qualquer intervenção, deverão ser realizados levantamentos topográficos, análises sobre a circulação de pessoas, estudos dos materiais que poderão ser empregados e avaliações das possibilidades de engenharia e restauração.
A participação de entidades que representam pessoas com deficiência também está prevista, justamente para que as futuras soluções sejam pensadas a partir das necessidades reais de quem enfrenta dificuldades para circular pelo Centro Histórico.
A proposta é aplicar conceitos de desenho universal, permitindo que os espaços possam ser utilizados pelo maior número possível de pessoas com segurança, autonomia e conforto.
O processo ganha ainda mais relevância porque Paraty possui reconhecimento internacional. O Centro Histórico integra o Patrimônio Mundial da UNESCO na categoria de Sítio Misto, o que impõe responsabilidades adicionais na preservação de suas características.
Um centro histórico pensado para os pedestres
A preocupação com a circulação no coração histórico da cidade não é recente. Em 28 de fevereiro de 1976, Paraty proibiu oficialmente a circulação de automóveis e outros veículos motorizados no Centro Histórico, consolidando as ruas como espaços prioritariamente destinados aos pedestres.
Quase cinco décadas depois, a cidade enfrenta um novo desafio: preservar o que foi construído no passado sem impedir que esse patrimônio seja plenamente utilizado pelas pessoas no presente.
A discussão atual pretende justamente aproximar esses dois objetivos. A ideia não é substituir as características históricas do Centro, mas estudar maneiras de permitir que mais pessoas tenham condições de conhecer, visitar e utilizar o espaço.
As propostas que surgirem dos estudos ainda deverão ser submetidas à avaliação dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio antes que qualquer obra ou alteração seja autorizada.
Em Paraty, o desafio está lançado: fazer com que preservação e acessibilidade deixem de ser vistas como objetivos opostos e passem a caminhar lado a lado
Paraty deu início a uma nova etapa de discussão sobre um dos principais desafios de seu patrimônio histórico: como tornar o Centro Histórico mais acessível sem descaracterizar o conjunto colonial que ajudou a colocar o município no mapa do patrimônio mundial.
Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Prefeitura de Paraty, do Instituto Pedra e especialistas em conservação e patrimônio estão reunidos para avaliar alternativas que facilitem a circulação de pessoas com deficiência, idosos, moradores e visitantes.
O desafio está justamente em encontrar soluções compatíveis com as características originais do local. O Centro Histórico de Paraty é marcado pelas construções coloniais, pelas ruas estreitas e pelo tradicional calçamento de pedras irregulares, conhecido como pé-de-moleque. Qualquer alteração nesse cenário precisa, portanto, passar por estudos e critérios rigorosos de preservação.
A discussão reúne ainda integrantes do Departamento de Patrimônio Mundial, das áreas municipais de Desenvolvimento Urbano e Executiva de Governo, além de representantes da sociedade civil. A intenção é que as decisões sejam construídas de maneira conjunta, considerando tanto as necessidades de acessibilidade quanto as exigências de conservação.
Engenharia e patrimônio no mesmo caminho
Antes de qualquer intervenção, deverão ser realizados levantamentos topográficos, análises sobre a circulação de pessoas, estudos dos materiais que poderão ser empregados e avaliações das possibilidades de engenharia e restauração.
A participação de entidades que representam pessoas com deficiência também está prevista, justamente para que as futuras soluções sejam pensadas a partir das necessidades reais de quem enfrenta dificuldades para circular pelo Centro Histórico.
A proposta é aplicar conceitos de desenho universal, permitindo que os espaços possam ser utilizados pelo maior número possível de pessoas com segurança, autonomia e conforto.
O processo ganha ainda mais relevância porque Paraty possui reconhecimento internacional. O Centro Histórico integra o Patrimônio Mundial da UNESCO na categoria de Sítio Misto, o que impõe responsabilidades adicionais na preservação de suas características.
Um centro histórico pensado para os pedestres
A preocupação com a circulação no coração histórico da cidade não é recente. Em 28 de fevereiro de 1976, Paraty proibiu oficialmente a circulação de automóveis e outros veículos motorizados no Centro Histórico, consolidando as ruas como espaços prioritariamente destinados aos pedestres.
Quase cinco décadas depois, a cidade enfrenta um novo desafio: preservar o que foi construído no passado sem impedir que esse patrimônio seja plenamente utilizado pelas pessoas no presente.
A discussão atual pretende justamente aproximar esses dois objetivos. A ideia não é substituir as características históricas do Centro, mas estudar maneiras de permitir que mais pessoas tenham condições de conhecer, visitar e utilizar o espaço.
As propostas que surgirem dos estudos ainda deverão ser submetidas à avaliação dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio antes que qualquer obra ou alteração seja autorizada.
Em Paraty, o desafio está lançado: fazer com que preservação e acessibilidade deixem de ser vistas como objetivos opostos e passem a caminhar lado a lado.
Foto Arquivo




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