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Paraty em alerta: denúncias de tráfico disparam e expõem silêncio sobre segurança pública

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 24 de abr.
  • 1 min de leitura

Os números não deixam espaço para dúvidas: as denúncias relacionadas ao tráfico de drogas cresceram de forma alarmante em Paraty nos últimos anos. O salto, que vai de pouco mais de 30 registros em 2022 para mais de 150 em 2025, revela uma escalada preocupante da atuação do crime organizado no município.


Mesmo diante desse cenário, o debate sobre segurança pública segue sendo tratado como um tema evitado — quase um tabu. Enquanto isso, a realidade avança sem pedir licença, ocupando espaços e impondo uma sensação crescente de insegurança à população.


A omissão cobra seu preço. Ignorar os sinais não faz o problema desaparecer — ao contrário, fortalece quem atua à margem da lei. A expansão do tráfico não acontece por acaso, mas sim em meio a brechas, falta de ações coordenadas e ausência de enfrentamento direto.

I

A Constituição Federal, em seu artigo 144, é clara ao estabelecer que a segurança pública é dever do Estado, mas também responsabilidade compartilhada. Isso inclui, sim, o papel dos municípios, que não podem se eximir da discussão nem da busca por soluções concretas.


Não se trata de alarmismo, mas de encarar fatos. Os dados mostram uma tendência consistente de crescimento, e quanto mais tempo se perde, mais difícil será reverter esse quadro.


Paraty não pode se tornar território confortável para o crime. A população já percebe o que está acontecendo — falta agora que o poder público reconheça, enfrente e aja com a urgência que a situação exige.


O momento de decisão é agora. Depois, pode ser tarde demais.



 
 
 

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