Perimetral expõe o abandono das áreas que também movimentam Barra Mansa
A precariedade da Perimetral, em Barra Mansa, deixou de ser apenas uma reclamação de moradores. A situação envolve uma região que concentra propriedades de turismo rural, chácaras, sítios e espaços destinados a eventos e que, principalmente nos fins de semana, recebe um fluxo significativo de visitantes.
Mesmo assim, a via continua sem uma resposta efetiva da Prefeitura de Barra Mansa. Sob a administração do prefeito Luiz Furlani, a pavimentação e a melhoria da infraestrutura da estrada não aparecem entre as prioridades anunciadas para a região, enquanto outras áreas da cidade recebem intervenções que ganham maior visibilidade pública.
O argumento de que a Perimetral teria poucos moradores não encerra a questão. Uma estrada municipal não atende exclusivamente quem reside às suas margens. Ela também serve ao comércio, ao turismo, aos trabalhadores, aos produtores rurais, aos prestadores de serviços e a todos que dependem daquela ligação para chegar aos seus destinos.
É justamente aí que está uma das principais contradições. Se a Prefeitura pretende estimular o turismo rural e fortalecer atividades econômicas fora do centro, precisa olhar também para a infraestrutura que permite que essas atividades funcionem. Não existe desenvolvimento econômico sustentável quando o acesso aos empreendimentos permanece em condições precárias.
A cobrança, portanto, não é apenas por asfalto. É por planejamento.
Uma administração municipal precisa estabelecer critérios públicos para definir onde investir, considerando população, mobilidade, atividade econômica, segurança, acesso a serviços e potencial de desenvolvimento. Deixar uma região inteira fora do planejamento simplesmente porque possui menor densidade populacional é uma decisão que merece ser explicada à população.
Enquanto obras em áreas de maior exposição recebem atenção e espaço no discurso político, regiões periféricas continuam enfrentando problemas básicos de infraestrutura.
A Perimetral é um exemplo de uma Barra Mansa que não aparece nos cartões-postais, mas que também produz, trabalha, recebe visitantes e movimenta a economia.
A Prefeitura de Furlani precisa explicar quais são os planos para a via, se existe projeto de pavimentação e infraestrutura e qual é o cronograma previsto. Porque, para quem utiliza a estrada diariamente, a espera por uma solução não é uma questão de imagem: é uma questão concreta de acesso, segurança e desenvolvimento.
Foto Reprodução




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