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Pesquisa aponta fortalecimento da imagem da diplomacia brasileira em meio a disputa comercial com os EUA

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 6 de jul.
  • 2 min de leitura

Enquanto o Brasil acompanha o avanço de uma nova controvérsia comercial com os Estados Unidos, um estudo internacional divulgado nesta segunda-feira (6), em Berlim, mostra que a percepção sobre a atuação diplomática brasileira mudou significativamente nos últimos anos. Segundo o levantamento, a política externa do país passou a receber ampla aprovação entre especialistas da área de relações internacionais.


A pesquisa integra a terceira edição do relatório internacional sobre potências médias emergentes e ouviu especialistas de cinco países: Brasil, Alemanha, Índia, Indonésia e África do Sul. Entre os participantes brasileiros, a avaliação positiva da condução da política externa alcançou 88%, representando uma inversão em relação ao cenário registrado em 2023, quando predominavam opiniões desfavoráveis.


A divulgação do estudo ocorreu no mesmo dia em que começaram, nos Estados Unidos, discussões sobre a possibilidade de aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. As audiências são conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial norte-americano (USTR), que analisa uma proposta de aumento tarifário de 25% para determinados itens exportados pelo Brasil.


Visão crítica sobre influência internacional dos Estados Unidos


Outro dado destacado durante a apresentação dos resultados foi a percepção dos especialistas brasileiros sobre o papel exercido pelos Estados Unidos no cenário global. A maioria dos entrevistados considera essa influência negativa, percentual superior ao observado na média dos demais países participantes da pesquisa.


Mesmo com essa avaliação crítica, os Estados Unidos continuam sendo vistos como um parceiro relevante para os interesses estratégicos do Brasil, demonstrando que a percepção sobre influência global não impede o reconhecimento da importância das relações bilaterais.


Diversificação comercial é apontada como avanço


Especialistas envolvidos na análise destacam que o Brasil tem buscado ampliar sua presença internacional por meio da expansão de acordos comerciais. Entre os exemplos citados estão os avanços nas negociações entre Mercosul e União Europeia, além de entendimentos firmados com países e blocos econômicos como EFTA e Cingapura.


Segundo os pesquisadores, essa estratégia ampliou significativamente a parcela das exportações brasileiras beneficiadas por condições tarifárias preferenciais, fortalecendo a inserção do país no comércio internacional e reduzindo a dependência de mercados específicos.


Autonomia estratégica ganha espaço


O levantamento também identificou uma tendência comum entre os países analisados: a defesa de uma posição mais independente diante das disputas geopolíticas entre as grandes potências mundiais.


No caso brasileiro, especialistas apontam que essa postura busca garantir maior liberdade de atuação diplomática, permitindo que decisões sejam tomadas de acordo com os interesses nacionais em cada situação, sem alinhamentos automáticos a blocos ou países específicos.


A pesquisa indica que essa visão vem ganhando espaço não apenas no Brasil, mas também entre especialistas da África do Sul, Índia, Indonésia e, em menor grau, da Alemanha, refletindo uma busca crescente por autonomia nas relações internacionais.



 
 
 

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