Pesquisa Atlas/Bloomberg: brasileiros dividem responsabilidades pelas tarifas dos EUA, mas maioria aponta família Bolsonaro
- Marcus Modesto
- há 10 minutos
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Uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31) mostra que os brasileiros estão divididos sobre quem é o principal responsável pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Ainda assim, a maior parcela dos entrevistados atribui a medida à atuação política da família Bolsonaro.
Segundo o levantamento, 45,4% afirmam que o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro é o principal responsável pelo aumento das tarifas, enquanto 41,5% atribuem a responsabilidade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença entre os dois grupos é de 3,9 pontos percentuais, indicando um cenário de forte polarização na opinião pública.
A pesquisa também investigou como os brasileiros interpretam as motivações da decisão do governo norte-americano. Para 43,3% dos entrevistados, a medida teve motivação política e buscaria influenciar o ambiente eleitoral brasileiro. Outros 39,6% entendem que a decisão foi motivada por interesses econômicos e comerciais dos Estados Unidos. Já 10,3% avaliam que o objetivo principal seria fortalecer o presidente Donald Trump no cenário político interno, enquanto 6,8% disseram não saber responder.
Apesar do agravamento das tensões comerciais entre Brasília e Washington, o levantamento aponta uma percepção relativamente otimista quanto à possibilidade de negociação. De acordo com a pesquisa, 45,6% acreditam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguirá chegar a um acordo com os Estados Unidos para reduzir ou reverter as tarifas impostas aos produtos brasileiros. Em contrapartida, 39,7% não acreditam em uma solução negociada, enquanto 14,4% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 27 de julho, ouvindo 5.021 eleitores em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.
