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Petrobras tenta conter impacto da alta do petróleo no Brasil

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A Petrobras afirmou que trabalha para reduzir os efeitos da recente disparada do petróleo no mercado internacional sem comprometer a rentabilidade da companhia. Em nota, a estatal destacou que, diante de guerras e tensões geopolíticas que aumentam a instabilidade no setor de energia, busca minimizar o reflexo dessas oscilações no mercado brasileiro.


Segundo a empresa, a estratégia comercial passou a levar em conta fatores como capacidade de refino e logística de distribuição. Essa metodologia permite que os preços internos atravessem períodos de maior estabilidade, mesmo quando há forte variação no valor do barril no exterior.


De acordo com a companhia, essa abordagem evita que as mudanças internacionais sejam repassadas imediatamente ao consumidor brasileiro.


Conflito pressiona preços do barril


A alta recente do petróleo ocorre em meio ao conflito envolvendo o Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A região é estratégica para o abastecimento global, concentrando cerca de 25% do fluxo marítimo da commodity.


Na segunda-feira (9), o barril chegou a ser negociado a US$ 120 no mercado internacional. Após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando possibilidade de redução das tensões, os preços recuaram e o barril do tipo Brent crude oil voltou a ser negociado abaixo de US$ 100. Mesmo assim, o valor segue acima da média de cerca de US$ 70 registrada antes do início do conflito.


Mudança na política de preços


A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, avalia que a capacidade da Petrobras de suavizar o impacto da alta do petróleo está ligada à alteração na política de preços adotada pela companhia em 2023.


Naquele ano, a estatal deixou de seguir integralmente a política de paridade de importação, que vinculava automaticamente os preços internos aos valores internacionais.


Mesmo assim, a especialista observa que essa margem de manobra é limitada. O Brasil ainda depende da importação de derivados como gasolina e diesel e possui refinarias privatizadas, fatores que restringem o controle total sobre os preços no mercado interno.

Foto Reprodução


 
 
 

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