Petrobras tenta conter impacto da alta do petróleo no Brasil
- Marcus Modesto
- há 2 horas
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A Petrobras afirmou que trabalha para reduzir os efeitos da recente disparada do petróleo no mercado internacional sem comprometer a rentabilidade da companhia. Em nota, a estatal destacou que, diante de guerras e tensões geopolíticas que aumentam a instabilidade no setor de energia, busca minimizar o reflexo dessas oscilações no mercado brasileiro.
Segundo a empresa, a estratégia comercial passou a levar em conta fatores como capacidade de refino e logística de distribuição. Essa metodologia permite que os preços internos atravessem períodos de maior estabilidade, mesmo quando há forte variação no valor do barril no exterior.
De acordo com a companhia, essa abordagem evita que as mudanças internacionais sejam repassadas imediatamente ao consumidor brasileiro.
Conflito pressiona preços do barril
A alta recente do petróleo ocorre em meio ao conflito envolvendo o Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A região é estratégica para o abastecimento global, concentrando cerca de 25% do fluxo marítimo da commodity.
Na segunda-feira (9), o barril chegou a ser negociado a US$ 120 no mercado internacional. Após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando possibilidade de redução das tensões, os preços recuaram e o barril do tipo Brent crude oil voltou a ser negociado abaixo de US$ 100. Mesmo assim, o valor segue acima da média de cerca de US$ 70 registrada antes do início do conflito.
Mudança na política de preços
A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, avalia que a capacidade da Petrobras de suavizar o impacto da alta do petróleo está ligada à alteração na política de preços adotada pela companhia em 2023.
Naquele ano, a estatal deixou de seguir integralmente a política de paridade de importação, que vinculava automaticamente os preços internos aos valores internacionais.
Mesmo assim, a especialista observa que essa margem de manobra é limitada. O Brasil ainda depende da importação de derivados como gasolina e diesel e possui refinarias privatizadas, fatores que restringem o controle total sobre os preços no mercado interno.
Foto Reprodução




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