PF aperta cerco sobre Flávio Bolsonaro e financiamento milionário de filme
- Marcus Modesto
- 14 de mai.
- 2 min de leitura
A nova frente de investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o filme “Dark Horse” elevou o caso a outro patamar político e jurídico. O que antes parecia apenas uma polêmica sobre financiamento privado agora entra definitivamente no radar da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
Segundo revelação feita pela jornalista Daniela Lima no programa UOL News, investigadores passaram a rastrear o caminho do dinheiro usado na produção do longa inspirado no ex-presidente Jair Bolsonaro.
O foco da investigação não está apenas no valor dos investimentos, mas principalmente na origem dos recursos, nos intermediários envolvidos e na possível diferença entre os valores oficialmente declarados e o montante real movimentado nos bastidores.
O áudio divulgado pelo The Intercept Brasil virou peça central da investigação. O material, segundo a apuração, foi encontrado em celulares apreendidos pela Polícia Federal e já teria sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.
A suspeita de que até R$ 134 milhões possam ter sido destinados ao filme transformou o caso em uma bomba política de grandes proporções. O valor impressiona não apenas pelo tamanho, mas pelo contexto: um projeto cinematográfico diretamente ligado à imagem política de Jair Bolsonaro em meio à preparação para a disputa presidencial de 2026.
Investigadores também miram a atuação da agência responsável pela intermediação entre o Banco Master e integrantes da família Bolsonaro. A mesma estrutura, segundo as informações divulgadas, já teria participado anteriormente de campanhas de ataques ao Banco Central.
Nos bastidores de Brasília, o clima é de preocupação crescente. A associação entre dinheiro, política, influência e produção cinematográfica amplia o desgaste sobre o entorno bolsonarista e alimenta questionamentos sobre transparência e interesses ocultos por trás do projeto “Dark Horse”.
Outro ponto que chama atenção é o silêncio das defesas. Daniel Vorcaro preferiu não comentar o caso, enquanto a equipe de Flávio Bolsonaro informou não haver manifestação oficial até o momento. Em crises políticas, o silêncio quase sempre aumenta as suspeitas e fortalece a pressão pública.
O que começou como um filme para fortalecer uma narrativa política agora ameaça se transformar em um enredo de investigação, desgaste institucional e crise de credibilidade.




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