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PF aponta ligação de grupo ligado a Daniel Vorcaro com milícia e jogo do bicho no Rio

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 14 de mai.
  • 2 min de leitura

A Polícia Federal identificou indícios de que o grupo ligado ao empresário Daniel Vorcaro mantinha conexões com operadores do jogo do bicho e integrantes da milícia no estado do Rio de Janeiro. As informações aparecem em investigação citada em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.


Segundo o documento, a estrutura investigada estaria dividida em dois núcleos operacionais distintos. Um deles atuaria presencialmente, realizando intimidações, levantamentos clandestinos e obtenção irregular de informações sigilosas. O outro braço teria atuação digital, com suspeitas de invasões de sistemas, ataques cibernéticos e monitoramento telemático ilegal.


Estrutura teria atuação física e digital


De acordo com a decisão, os dois grupos seriam coordenados por um operador que executava ordens atribuídas a Daniel Vorcaro e também a Henrique Moura Vorcaro, pai do empresário. Henrique foi preso nesta quinta-feira (14), conforme apontam os autos da investigação.


O núcleo identificado como “A Turma” seria composto, segundo a apuração, por policiais federais da ativa e aposentados, além de pessoas ligadas ao jogo do bicho e outros investigados ainda não identificados oficialmente.


Já o grupo chamado “Os Meninos” reuniria integrantes com perfil hacker. A suspeita é de que eles fossem responsáveis por invasões digitais, derrubada de perfis em redes sociais, monitoramento clandestino de alvos e possível destruição ou ocultação de provas eletrônicas.


Investigação aponta suporte financeiro e logístico


O relatório também menciona indícios de suporte financeiro, contábil e logístico à estrutura investigada, incluindo utilização de terceiros para movimentações e repasses de dados sigilosos obtidos por acessos indevidos a sistemas internos.


No caso de Henrique Moura Vorcaro, a decisão aponta que ele teria financiado e solicitado ações executadas pelo grupo, sendo descrito como beneficiário e operador financeiro do núcleo presencial.


Segundo o documento, os elementos reunidos pela investigação indicam participação considerada relevante de Henrique na manutenção da organização, em atuação conjunta com o filho.


Medidas judiciais


Com base nas informações apresentadas pela autoridade policial, foram solicitadas medidas como prisão preventiva, aplicação de cautelares diversas e possível transferência de investigados para o sistema penitenciário federal.


O ministro André Mendonça detalhou, na decisão, os fundamentos utilizados para analisar a situação individual de cada investigado citado no processo.



 
 
 

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