PF faz nova busca na casa de Bolsonaro para localizar armas registradas em seu nome
- Marcus Modesto
- 8 de jul.
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A Polícia Federal realizou uma nova operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teve como objetivo verificar a localização de armas de fogo, munições e documentos relacionados ao acervo registrado em nome do ex-chefe do Executivo.
Segundo a defesa, os agentes cumpriram a determinação judicial e realizaram buscas no imóvel, mas nenhum dos itens procurados foi encontrado. A informação foi divulgada pelo advogado João Henrique Freitas, que afirmou que a diligência ocorreu de forma regular e sem apreensões.
A ação faz parte das medidas determinadas pelo STF após a decisão que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e ordenou a entrega de todas as armas vinculadas ao seu Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
A nova etapa da investigação surgiu após divergências identificadas durante a conferência do arsenal declarado pelo ex-presidente. Em um primeiro momento, a defesa informou que oito armas estavam sob guarda de uma unidade da Polícia do Exército, enquanto outras duas permaneciam com a Polícia Federal. Entretanto, durante a verificação, apenas seis armamentos foram localizados pela corporação militar.
A diferença levou o Supremo a solicitar esclarecimentos adicionais sobre o paradeiro das armas que não foram encontradas. Entre elas estavam uma pistola Glock calibre 9 milímetros e uma espingarda calibre 12 da fabricante Maestro Arms Company.
Em manifestação encaminhada ao STF, os advogados de Bolsonaro informaram que a espingarda nunca chegou a ser retirada da empresa responsável pela importação do equipamento, permanecendo armazenada no estabelecimento desde sua aquisição. A defesa sustenta que a arma foi recebida como presente, mas jamais entrou na posse física do ex-presidente.
Enquanto isso, seis armas registradas em nome de Bolsonaro foram entregues à Polícia Federal e passaram a ficar sob custódia da Superintendência da corporação no Distrito Federal. Entre os equipamentos recolhidos estão pistolas, uma carabina calibre 7,62 e uma espingarda calibre 12.
O caso ganhou novos desdobramentos após a apreensão, em junho, de uma arma registrada em nome do ex-presidente durante uma ocorrência envolvendo um agente de segurança no Distrito Federal. O episódio motivou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias da posse do armamento e levou o STF a determinar a conferência completa de todas as armas vinculadas ao registro CAC de Bolsonaro.
As investigações seguem em andamento, e o Supremo aguarda a conclusão das verificações para esclarecer a localização de todo o arsenal registrado em nome do ex-presidente.




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