PF flagra pesca ilegal em plena madrugada e apreende 350 kg de camarão em Angra
- Marcus Modesto
- há 2 horas
- 2 min de leitura
Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de quatro pessoas na madrugada desta quarta-feira (15) por pesca ilegal na região da Baía de Sepetiba, em área próxima a Angra dos Reis e aos limites de Itaguaí. A ação também levou à apreensão de aproximadamente 350 quilos de camarão, parte ainda viva no momento da abordagem.
De acordo com os agentes, os suspeitos utilizavam a técnica de arrasto — prática proibida durante o período de defeso do camarão, quando a pesca é restrita para garantir a reprodução da espécie. Quatro embarcações foram interceptadas em atividade, e cada um dos responsáveis acabou preso em flagrante.
Espécie protegida e impacto ambiental
Durante a fiscalização, cerca de 50 quilos de camarão ainda estavam vivos e puderam ser devolvidos ao mar. A ação teve como foco, principalmente, a proteção do camarão-rosa, que se encontra em fase de reprodução — etapa considerada crucial para a manutenção dos estoques pesqueiros.
A prática irregular, além de ilegal, compromete o equilíbrio ambiental e afeta diretamente pescadores que dependem da atividade dentro das regras.
Monitoramento e rota de escoamento
A operação foi resultado de monitoramento prévio feito por equipes da Delegacia da PF em Angra, com apoio do Núcleo Especial de Polícia Marítima. As investigações indicaram que o pescado era levado para a região da Ilha da Madeira, ponto utilizado para escoamento da produção irregular.
A fiscalização integra uma série de ações intensificadas ao longo do litoral desde o início de abril, com foco no combate à pesca predatória durante o defeso.
Destino do material apreendido
Do total recolhido, cerca de 300 quilos de camarão foram destinados a instituições sociais do município, incluindo a Pestalozzi de Angra dos Reis e a Associação de Moradores do bairro Belém.
Crime ambiental e penalidades
Os envolvidos foram encaminhados à delegacia da Polícia Federal em Angra, onde permanecem à disposição da Justiça. Eles responderão por crime ambiental, conforme a legislação vigente, com pena que pode chegar a até três anos de detenção.
A Polícia Federal reforçou que o respeito ao período de defeso é essencial não apenas para a preservação das espécies, mas também para garantir a sustentabilidade da atividade pesqueira na região.
Foto PF




Comentários