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PGR mantém negativa e inviabiliza acordo de colaboração de Daniel Vorcaro

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 59 minutos
  • 2 min de leitura

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu não homologar a segunda proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre supostas irregularidades no sistema financeiro nacional.


A manifestação do órgão foi encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, responsável por acompanhar os desdobramentos do caso na Corte.


Com a nova negativa, fica encerrada mais uma tentativa de Vorcaro de firmar um acordo de colaboração com as autoridades. A proposta já havia recebido parecer desfavorável anteriormente e voltou a ser analisada após novos encaminhamentos feitos pela defesa.


Antes da decisão da PGR, a Polícia Federal também se posicionou contra a celebração do acordo. Os investigadores avaliaram que as informações apresentadas não trouxeram elementos inéditos capazes de contribuir de forma relevante para o avanço das investigações. Além disso, segundo a análise da corporação, não houve reconhecimento de participação em condutas criminosas, requisito considerado importante em negociações desse tipo.


Daniel Vorcaro é um dos alvos da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e circunstâncias relacionadas à tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB).


O banqueiro foi preso novamente em março deste ano durante a terceira etapa da operação. Desde então, seus advogados vinham buscando a formalização de um acordo de colaboração como parte da estratégia de defesa.


Atualmente, Vorcaro permanece custodiado em dependências da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, enquanto as investigações seguem em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.


A rejeição da proposta representa mais um obstáculo para a defesa do empresário e mantém o foco das autoridades na continuidade das apurações sobre as operações financeiras investigadas.



 
 
 

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