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Polícia Civil de Goiás investiga ataque hacker que tentou forjar prisões de Lula e Alexandre de Moraes

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 5 de fev.
  • 2 min de leitura

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), uma operação para apurar fraudes cibernéticas de alcance interestadual que tiveram como alvo sistemas do Poder Judiciário. O esquema criminoso incluiu a tentativa de criação de mandados de prisão falsos em nome do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.


A ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) e ocorre em Goiás, no Distrito Federal e em Minas Gerais. As investigações contam com apoio técnico do Núcleo de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Goiás, após a identificação de acessos irregulares a plataformas judiciais oficiais.


Fraudes em sistemas do Judiciário


De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizaram técnicas avançadas de invasão digital para manipular dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e de processos eletrônicos que tramitam no sistema Projudi do TJ-GO. O objetivo era inserir documentos falsificados com aparência de decisões judiciais legítimas.


Entre as irregularidades detectadas, houve a substituição de informações de um mandado real, que acabou sendo adulterado para conter dados associados a autoridades públicas. A inclusão indevida dos nomes de Lula e de Alexandre de Moraes elevou o nível de gravidade da ofensiva digital.


Tentativa frustrada de emissão de mandados falsos


O ataque cibernético ocorreu em janeiro, quando técnicos do Conselho Nacional de Justiça identificaram inconsistências no sistema. As alterações envolveram a troca de dados essenciais do mandado original, incluindo CPFs e informações processuais, numa tentativa de gerar ordens de prisão inexistentes.


Apesar do grau de sofisticação do ataque, os criminosos não conseguiram concluir a emissão formal dos mandados falsos. As falhas foram detectadas antes que os registros adulterados produzissem qualquer efeito jurídico.


Avanço das investigações


Com o cumprimento dos mandados judiciais, a Polícia Civil busca identificar todos os envolvidos, entender a dimensão do esquema e reforçar a segurança dos sistemas eletrônicos utilizados pelo Judiciário. A operação também pretende mapear se houve outras tentativas semelhantes ainda não detectadas.


A reportagem informou que procurou o Tribunal de Justiça de Goiás, o Conselho Nacional de Justiça, o Supremo Tribunal Federal e a Presidência da República para comentar o caso. Até o fechamento deste texto, não houve posicionamento oficial.

Foto arquivo


 
 
 

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