Prefeito TikTok e o teatro da gestão pública em Barra Mansa
- Marcus Modesto
- 23 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de jul. de 2025
O prefeito Luiz Furlani, mais conhecido pelas dancinhas e falas vazias nas redes sociais do que por resultados consistentes, voltou a usar a cidade como palco para autopromoção. Desta vez, declarou que Barra Mansa foi escolhida para o show da banda Dire Straits Legacy porque tem “ordem, segurança, saúde e educação funcionando”. A fala, além de desconectada da realidade, revela um profundo desprezo pela inteligência da população.
É verdade que a cidade foi incluída na turnê da banda, mas isso nada tem a ver com excelência administrativa. O show foi viabilizado por produtores privados, estrutura logística favorável e apoio institucional mínimo — nada que justifique a exaltação de uma gestão cheia de lacunas. É como querer receber medalha por colocar o palco à disposição.
Enquanto o prefeito posa para vídeos e eventos, a realidade é outra: unidades de saúde com déficit de médicos e filas intermináveis; escolas com infraestrutura precária e professores sobrecarregados; segurança pública ainda sob a responsabilidade majoritária do Estado. Que “ordem” é essa? Que “funcionamento” é esse?
Furlani transforma qualquer oportunidade em um episódio de marketing barato, como se o TikTok fosse canal oficial de governo. O problema é que a população não se alimenta de reels nem se trata com dancinhas. Governar exige mais que frases prontas e bastidores de eventos. Requer responsabilidade, planejamento e verdade.
2. Show internacional vira cortina de fumaça para falhas da gestão Furlani
O prefeito de Barra Mansa, Luiz Furlani, declarou que o show do Dire Straits Legacy será realizado na cidade porque “Barra Mansa funciona”. Segundo ele, saúde, educação, segurança e ordem pública foram critérios que “atraíram” o evento. A declaração seria cômica, se não fosse um insulto à realidade enfrentada pelos moradores.
A gestão Furlani vive de aparência: divulga números isolados, esconde filas nos postos, ignora denúncias e trata a cidade como vitrine de vaidades. Transformar um evento cultural em prova de boa administração é uma manobra rasteira, típica de quem prefere a encenação à execução. Show é show. Gestão é outra coisa.
Não há problema em trazer atrações culturais — ao contrário, são bem-vindas. Mas usá-las como escudo político para esconder falhas crônicas é covardia. Onde estão os investimentos reais em saúde preventiva, em educação de base, em segurança urbana além de datas comemorativas?
A população merece saber: o prefeito está administrando ou fazendo campanha antecipada? Porque, até agora, o que mais se vê é palco montado e pouca política pública de verdade. Barra Mansa não é cenário de TikTok — é uma cidade com problemas urgentes e uma população que precisa de governo, não de espetáculo.
3. Cobertura de show não cobre falta de gestão
Quando o prefeito Luiz Furlani afirmou que Barra Mansa foi escolhida para o show do Dire Straits Legacy por “funcionar bem em saúde, educação e segurança”, ele não só cometeu um exagero — ele debochou da realidade. É evidente que a cidade tem méritos históricos e potencial logístico, mas a atual gestão está longe de ser exemplo de eficiência pública.
A saúde municipal enfrenta reclamações recorrentes: faltam médicos, sobram filas. A educação ainda depende de iniciativas herdadas da gestão anterior para manter bons índices. A segurança é garantida majoritariamente pela atuação do Estado, não por políticas efetivas da Prefeitura. E, mesmo assim, o prefeito segue vendendo um mundo paralelo, onde tudo funciona — desde que esteja sendo filmado.
A realidade é outra. E quem anda pelas ruas da cidade sabe disso. A gestão Furlani aposta pesado na estética das redes sociais, mas entrega pouco em políticas concretas. O problema é que gestão pública não se faz com marketing — se faz com resultado, com seriedade e com prioridades bem definidas.
Trazer um show para a cidade é positivo, sim — mas usá-lo como propaganda de governo é oportunismo puro. Que o prefeito desça do palco e vá às ruas ouvir quem depende do SUS, quem está na fila do CRAS, quem espera vaga em creche. Porque, por enquanto, a única coisa que funciona perfeitamente na Prefeitura é a câmera de celular.




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