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Protestos contra PEC da Blindagem e projeto de anistia tomam as ruas neste domingo em 16 capitais

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 19 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

As ruas de ao menos 16 capitais brasileiras receberão, neste domingo (21), manifestações contra a chamada PEC da Blindagem e o projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Os atos estão sendo convocados por movimentos sociais, artistas e políticos de oposição.


Entre os nomes que já declararam apoio estão Caetano Veloso, que apelidou a proposta de “PEC da Bandidagem”, e Anitta, que compartilhou convocações em suas redes sociais. Lideranças do PSOL, como Guilherme Boulos e Erika Hilton, também aderiram. “Não permitiremos que ninguém seja recompensado por atentar contra o país. Vai ter luta”, afirmou Boulos.


Mobilização nacional


A organização está a cargo das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com concentrações em pontos centrais das capitais. Os horários variam, mas os principais atos estão previstos para a tarde.

São Paulo: 14h, em frente ao Masp

Rio de Janeiro: 14h, Copacabana (posto 5)

Brasília: 10h, Museu da República

Salvador: 9h, Morro do Cristo

Aracaju: 16h, Praia da Cinelândia

Belém: 9h, Praça da República

Belo Horizonte: 9h, Praça Raul Soares

Cuiabá: 14h, Praça Alencastro

Curitiba: 14h, Boca Maldita

Florianópolis: 13h, Ponte Hercílio Luz

Fortaleza: 15h30, estátua Iracema Guardiã

Goiânia: 16h, Praça Universitária

Macapá: 16h, Teatro das Bacabeiras

Porto Alegre: 14h, Redenção

Recife: 14h, Rua da Aurora


O que está em disputa


A PEC da Blindagem já foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, com ampla maioria. O texto limita a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em processos contra parlamentares e presidentes de partidos, exigindo autorização prévia do Congresso para investigações e prisões. Para críticos, a medida representa um retrocesso, cria obstáculos ao combate à corrupção e fortalece a impunidade.


Paralelamente, tramita o projeto que prevê anistia ou redução de penas para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro. A urgência já foi aprovada, e a votação pode ocorrer nos próximos dias. O relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), disse que “anistia ampla, geral e irrestrita é impossível”, mas defendeu negociações em torno de penas menores.


 
 
 

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