Pós-Carnaval: Cuidados Para Evitar Doenças Respiratórias e Intestinais
- Marcus Modesto
- 9 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Após a folia, muitos foliões enfrentam sintomas como tosse, coriza e dor de garganta. Especialistas alertam que esses sinais podem indicar infecções virais e recomendam medidas de precaução, como isolamento social e uso de máscara ao sair de casa.
O infectologista Rodrigo Lins explica que a exposição em grandes aglomerações aumenta o risco de contágio. “Muitas vezes, a pessoa está doente e nem sabe, mas acaba transmitindo o vírus para outras”, afirma. Para evitar a disseminação, ele sugere que os foliões aguardem alguns dias antes de encontrar pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e imunossuprimidos.
A pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella reforça a importância da vacinação contra a Covid-19 e outras doenças respiratórias. “A pandemia acabou, mas a Covid-19 ainda é a principal causa de óbito entre pacientes com síndrome respiratória aguda grave”, alerta. Outros vírus, como Influenza e VSR, também podem evoluir para quadros graves.
O médico Fernando Balsalobre, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, destaca que infecções respiratórias são comuns após grandes eventos. “As aglomerações fazem com que os vírus circulem mais, contaminando mais pessoas”, explica.
Foi o que aconteceu com o professor Léo Palma, que curtiu o carnaval em Recife e Olinda, mas não conseguiu chegar até o fim da festa. “Na terça-feira, nem saí. Comecei a sentir tosse, congestão nasal e, no dia seguinte, já estava com uma crise de sinusite”, relata.
A recomendação dos médicos é reforçar a hidratação, manter uma alimentação saudável e procurar atendimento caso os sintomas se agravem. “Se houver febre persistente, falta de ar ou muita prostração, é essencial buscar um médico”, orienta Balsalobre.
Além das doenças respiratórias, excessos alimentares ou o consumo de comidas de procedência duvidosa também podem causar problemas gastrointestinais. “Gastroenterites virais ou bacterianas podem surgir após a ingestão de alimentos contaminados”, alerta Rodrigo Lins. Casos leves podem ser tratados com hidratação e dieta leve, mas sintomas intensos, como vômitos e diarreia frequente, exigem atenção médica.
Para reduzir os riscos nos próximos carnavais, especialistas recomendam:
• Evitar compartilhar alimentos e bebidas;
• Manter-se bem hidratado;
• Priorizar alimentos leves e de origem confiável.
O professor Sérgio Rodrigo Ferreira, que também curtiu o carnaval em Recife, seguiu algumas dessas recomendações. “Muita gente, muito beijo na boca, sol e chuva. Mas tentei fazer uma redução de danos e usei até sachês de hidratação nos blocos”, conta.
Já para quem ainda pretende curtir os eventos de pós-carnaval, o alerta é claro: se estiver com sintomas, o melhor bloco é o do sofá. “Se está com febre e sintomas respiratórios, não vá para a rua. Melhor repousar e evitar espalhar o vírus para os outros foliões”, conclui Rodrigo Lins.
Foto Agência Brasil




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