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Quaest 2026: Lula lidera, mas país segue dividido e polarização se mantém viva

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest mostra um cenário de estabilidade numérica — e instabilidade política. Lula aparece na frente em todos os cenários testados para 2026, com intenções de voto entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro se consolida como principal nome da oposição, variando entre 29% e 33%.


Os números indicam liderança. Mas não indicam tranquilidade.


A diferença entre os dois, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, revela um país que continua essencialmente dividido. Lula mantém vantagem no primeiro turno e venceria todos os adversários no segundo. Contra Flávio Bolsonaro, porém, a distância é a menor entre os confrontos simulados: cinco pontos.


Mais do que intenção de voto, os dados chamam atenção para o ambiente político. Quando perguntados se Lula merece mais quatro anos, 57% respondem que não. Ainda assim, quase metade acredita que ele venceria um adversário que não tenha o sobrenome Bolsonaro. Ou seja: há resistência à reeleição, mas também falta consenso na oposição.


Entre eleitores independentes, o dado é ainda mais simbólico. Lula caiu de 37% para 31%, enquanto Flávio subiu de 21% para 26%. O campo fora das bolhas ideológicas começa a se mover — ainda que lentamente.


Outro indicador relevante é o chamado “medo político”: 44% dizem temer mais a família Bolsonaro; 41% afirmam temer a continuidade de Lula. O equilíbrio nesse quesito expõe que a disputa não é apenas eleitoral, mas emocional.


Governadores como Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite aparecem com índices tímidos, todos abaixo de 10%. O espaço para uma terceira via, por enquanto, segue estreito.


A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos e registro no TSE sob o número BR-00249/2026.


O retrato é claro: Lula lidera, Flávio cresce, e o Brasil continua preso à lógica da polarização. A eleição ainda está distante, mas o cenário já aponta que 2026 tende a repetir — com novos personagens — a mesma tensão que marca a política nacional há quase uma década.



 
 
 
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