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Transporte universitário irregular expõe falha grave da Prefeitura de Paraty

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

O que era para ser apenas mais um dia de deslocamento até a faculdade virou sinônimo de improviso e constrangimento para estudantes de Paraty. O ônibus que levava universitários para Barra Mansa e Volta Redonda foi retido em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal na Rio-Santos porque o motorista não possuía habilitação adequada para conduzir o veículo.


Não se trata de um detalhe burocrático. Estamos falando de segurança.


O transporte saiu da Rodoviária de Paraty por volta das 14h30, organizado pela Coordenadoria da Juventude em parceria com a Prefeitura. Ou seja, não era uma viagem informal, nem carona improvisada. Era um serviço institucional, sob responsabilidade direta do poder público.


Durante a fiscalização, próximo ao bairro Ariró, a PRF constatou a irregularidade na documentação do condutor. Resultado: ônibus parado, estudantes à beira da rodovia, incerteza sobre como chegariam às universidades.


A pergunta inevitável é: como um veículo contratado ou disponibilizado pelo município sai para a estrada sem que se verifique se o motorista tem habilitação compatível?


Não é excesso de rigor da PRF. É cumprimento da lei. Excesso seria permitir que dezenas de jovens seguissem viagem com um condutor irregular, colocando vidas em risco.


Os alunos, que já enfrentam rotina desgastante entre estrada e sala de aula, foram obrigados a acionar familiares e buscar alternativas às pressas. Além do prejuízo acadêmico, fica o desgaste emocional e a sensação de descaso.


Transporte universitário não é favor político. É política pública. E política pública exige planejamento, fiscalização prévia e responsabilidade.


Quando o básico — como conferir a habilitação do motorista — falha, o problema não está na blitz. Está na gestão.


A Prefeitura de Paraty precisa explicar como ocorreu a autorização dessa viagem e quais medidas serão adotadas para que estudantes não voltem a ser expostos a esse tipo de situação.


Porque na estrada, improviso não é falha administrativa. É risco real.



 
 
 

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