Quando o Carnaval de Barra Mansa Fica Menor que uma Escola de Samba Carioca
- Marcus Modesto
- 26 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
O Carnaval de Barra Mansa, que já foi um dos maiores e mais aguardados do interior do estado, agora enfrenta uma triste realidade de esvaziamento. Neste ano, a expectativa é que o evento atraia apenas cerca de cinco mil pessoas por dia. Para se ter uma noção do quão distante esse número está das grandes celebrações, basta compará-lo ao tamanho de uma única escola de samba do Rio de Janeiro.
As principais agremiações do Rio, como a Beija-Flor, o Salgueiro e a Mangueira, desfilam com um número de componentes que beira os quatro mil integrantes, sem contar os seguidores e o público que assiste ao desfile. Ou seja, o público de um único dia do Carnaval de Barra Mansa é menor que a quantidade de integrantes de uma escola de samba carioca.
Esse contraste reflete o desgaste e a perda de relevância do evento, que antes animava uma Avenida Joaquim Leite lotada, com mais de 20 mil pessoas por dia. O esvaziamento da folia em Barra Mansa é um reflexo claro da falta de investimentos em grandes atrações e na infraestrutura necessária para atrair os foliões. O evento se vê sufocado pela concorrência das festas de cidades vizinhas e pela ausência de uma verdadeira retomada da tradição.
No entanto, é preciso reconhecer que o Bloco do Boi ainda se mantém firme em sua missão de preservar as tradições do Carnaval de Barra Mansa. Com uma enorme participação popular, o bloco arrasta multidões pela avenida, mantendo acesa a chama da verdadeira folia e honrando a essência da festa. Enquanto o resto do evento luta para atrair público, o Bloco do Boi segue como um dos poucos símbolos de resistência, preservando o que o Carnaval da cidade tem de mais autêntico e cultural.
Enquanto o Rio de Janeiro exibe o glamour das escolas de samba, Barra Mansa tenta se manter à tona com um evento que mal consegue superar a quantidade de participantes de um desfile local. Se nada for feito para resgatar o Carnaval de Barra Mansa, a festa continuará perdendo a identidade que um dia a tornou um símbolo da alegria e da cultura da cidade.
Carnaval de 1986 ( Fotos Marcus Modesto )








Comentários