Quando o Interesse Privado Fala Mais Alto: A Submissão Vergonhosa dos Clubes de Serviços em Barra Mansa
- Marcus Modesto
- 13 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
Os clubes de serviços e entidades empresariais de Barra Mansa, como ACIAP, Sicomercio e CDL, nasceram com a promessa de representar o empresariado local e fomentar o desenvolvimento econômico da cidade. No entanto, a prática atual dessas entidades revela uma traição a seus princípios fundadores: a submissão vergonhosa a interesses políticos em troca de cargos e favores na Prefeitura Municipal.
Em vez de assumirem um papel de liderança independente e ética, essas instituições preferiram se acomodar ao lado do poder, silenciando diante de problemas estruturais que afetam diretamente seus associados e a população. Sua função fiscalizadora foi abandonada em nome de benefícios pessoais para dirigentes que, ao que parece, se tornaram meros apêndices da administração pública.
O CDL, que deveria ser a voz forte do comércio local, hoje se mantém mudo diante da falta de políticas públicas efetivas para o setor. A ACIAP e o Sicomercio, que deveriam lutar por um ambiente de negócios mais justo e sustentável, optam por tapar os olhos às dificuldades enfrentadas pelos empresários e se contentar com a conveniência de uma cadeira no gabinete.
Essa relação promíscua entre entidades que deveriam servir à sociedade e o poder público não só mina a credibilidade dessas instituições, mas também prejudica o desenvolvimento de Barra Mansa. A cidade precisa de associações que enfrentem os desafios com coragem, não de cúmplices que se beneficiam da manutenção de um sistema ineficiente e corrupto.
Enquanto essas entidades continuarem se vendendo em troca de favores políticos, a cidade permanecerá refém de interesses mesquinhos, e a confiança do empresariado será cada vez mais corroída. É hora de romper com essa submissão e exigir uma postura ética e comprometida com o futuro de Barra Mansa. Caso contrário, essas entidades estarão assinando o atestado de sua irrelevância e contribuindo para o atraso econômico e social da cidade.
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