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Quase 2 mil candidatos disputam eleição fora do estado onde nasceram

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 3 minutos
  • 3 min de leitura

Quase um em cada quatro candidatos que disputam vagas de deputado federal, senador e suplente de senador nas eleições de 2026 nasceu em uma unidade da Federação diferente daquela pela qual concorre. Levantamento com base nos dados da Justiça Eleitoral mostra que 1.969 dos 8.670 candidatos registrados estão nessa condição, o equivalente a 23% do total.


O fenômeno, porém, está distribuído de maneira bastante desigual pelo país. Em quatro unidades da Federação — Roraima, Distrito Federal, Tocantins e Rondônia — os candidatos nascidos fora representam mais da metade dos concorrentes aos cargos analisados.


Roraima lidera o ranking nacional, com 61% dos candidatos nascidos em outros estados. O Distrito Federal aparece logo atrás, com 60%, seguido por Tocantins, com 57%, e Rondônia, com 55%.


Na sequência estão Mato Grosso, com 48%, Amapá, com 42%, Santa Catarina, com 38%, Goiás, com 34%, Mato Grosso do Sul, com 29%, Espírito Santo, com 27%, Sergipe e São Paulo, ambos com 26%.


Amazonas, Rio Grande do Norte e Acre apresentam índice de 23%, exatamente na média nacional. Alagoas aparece com 22%, Paraná com 21%, Pará com 20%, Maranhão e Paraíba com 19% cada, e Piauí com 17%.


O Rio de Janeiro está entre os estados com menor proporção de candidatos nascidos fora. Apenas 13% dos concorrentes fluminenses aos cargos considerados nasceram em outra unidade da Federação. O percentual é dez pontos abaixo da média nacional.


Minas Gerais e Ceará registram 11%, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta o menor índice do país, com apenas 10%. Bahia e Pernambuco aparecem com 12% cada.


Relação por estado


Confira o percentual de candidatos nascidos em outra unidade da Federação:

Roraima: 61%

Distrito Federal: 60%

Tocantins: 57%

Rondônia: 55%

Mato Grosso: 48%

Amapá: 42%

Santa Catarina: 38%

Goiás: 34%

Mato Grosso do Sul: 29%

Espírito Santo: 27%

Sergipe: 26%

São Paulo: 26%

Amazonas: 23%

Rio Grande do Norte: 23%

Acre: 23%

Alagoas: 22%

Paraná: 21%

Pará: 20%

Maranhão: 19%

Paraíba: 19%

Piauí: 17%

Rio de Janeiro: 13%

Bahia: 12%

Pernambuco: 12%

Minas Gerais: 11%

Ceará: 11%

Rio Grande do Sul: 10%


Os números não significam, necessariamente, que os candidatos tenham mudado recentemente de estado para disputar as eleições. O local de nascimento é diferente do domicílio eleitoral. Um candidato pode ter nascido em uma unidade da Federação e ter construído, durante décadas, sua vida profissional, familiar e política em outro estado.


A legislação eleitoral estabelece regras próprias para o domicílio eleitoral e não exige que o candidato tenha nascido no estado pelo qual pretende concorrer. Dessa forma, a origem dos candidatos revela principalmente a mobilidade geográfica existente na política brasileira.


O levantamento do Tribunal Superior Eleitoral oferece, portanto, um retrato interessante da composição das candidaturas ao Congresso Nacional em 2026. Enquanto estados como Roraima, Distrito Federal, Tocantins e Rondônia apresentam forte presença de candidatos vindos de outras unidades da Federação, Rio Grande do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro têm perfis muito mais concentrados em candidatos nascidos no próprio estado.


No total, são 1.969 candidatos nascidos fora do estado pelo qual disputam a eleição, dentro de um universo de 8.670 concorrentes a deputado federal, senador e suplente de senador em 2026.

Fotos Divulgação



 
 
 

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