Regra do Senado pode impedir nova indicação de Jorge Messias ao STF até 2027
- Marcus Modesto
- há 4 minutos
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A possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistir novamente no nome do ministro da AGU, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal enfrenta um entrave previsto nas normas internas do Senado Federal. Uma regra editada pela Casa em 2010 impede que autoridades rejeitadas pelos senadores tenham seus nomes reapreciados durante a mesma sessão legislativa.
A medida está prevista no Ato da Mesa nº 1/2010, que determina a impossibilidade de uma nova análise de indicação já recusada pelo plenário antes do encerramento do atual período legislativo, previsto apenas para o fim de 2026. Na prática, caso o governo federal decida reapresentar o nome de Jorge Messias, a discussão só poderia ocorrer a partir de 2027.
A situação ganhou repercussão após a rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União pelo Senado, em uma votação considerada histórica. Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, resultado que marcou a primeira rejeição de um indicado ao STF em mais de um século.
A derrota representou um revés político para o Palácio do Planalto e evidenciou dificuldades na articulação do governo junto ao Senado Federal. O episódio também reacendeu debates sobre o peso político das indicações para tribunais superiores e a relação entre os Poderes.
Mesmo após a votação, Jorge Messias continua sendo considerado um nome próximo ao presidente Lula e segue atuando em pautas estratégicas do governo federal na AGU. No entanto, a regra interna do Senado amplia o impasse sobre uma eventual nova tentativa de indicação.
O Ato da Mesa nº 1 foi criado justamente para evitar a reapresentação sucessiva de nomes já rejeitados pelos parlamentares. Embora raramente lembrada em discussões públicas, a norma passou a ter destaque após o resultado envolvendo a indicação ao STF.
Até o momento, o governo federal não confirmou oficialmente se pretende insistir futuramente no nome de Jorge Messias para ocupar uma cadeira na Suprema Corte.




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