Rica fecha operações no Sul Fluminense após série de interdições ambientais
- Marcus Modesto
- 12 de mai.
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A empresa Rica encerrou definitivamente as atividades das sete granjas que mantinha no Sul Fluminense, além da fábrica de ração de Rancho Grande, em Bananal (SP). O aviso prévio dos funcionários terminou em 24 de abril e, desde então, todas as operações foram paralisadas. Atualmente, a empresa mantém apenas o abatedouro localizado em Jacarepaguá, na capital fluminense.
As unidades, pertencentes ao grupo Reginaves, haviam sido arrendadas ao grupo Fictor no ano passado. Após a mudança de gestão, começaram a surgir denúncias envolvendo forte mau cheiro, infestação de moscas e possíveis irregularidades ambientais e sanitárias.
Diante das denúncias, o Inea iniciou uma série de fiscalizações entre dezembro e janeiro, interditando as granjas instaladas em Rio Claro, Barra do Piraí e Engenheiro Paulo de Frontin. O órgão também determinou a retirada de estruturas construídas em área de preservação ambiental e a demolição de incineradores considerados irregulares.
O fechamento das unidades deve gerar impacto econômico principalmente em Rio Claro, onde a empresa atuava havia mais de quatro décadas e mantinha cerca de 300 empregos diretos. O número oficial de demissões ainda não foi divulgado.
Existe, porém, a possibilidade de retomada das atividades da unidade de Lídice. Segundo informações obtidas pelo aQui, um novo grupo teria interesse em assumir a granja e já estaria discutindo junto ao Inea alternativas para atender às exigências ambientais, incluindo a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
A reportagem não conseguiu confirmação oficial da empresa sobre a negociação. O espaço segue aberto para manifestação. O Inea também não comentou o assunto.




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