top of page
Buscar

Rio inicia era dos ônibus sem dinheiro e amplia sistema digital no transporte municipal

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 18 de mai.
  • 2 min de leitura

A cidade do  deu neste domingo mais um passo na transformação digital do transporte público. A linha municipal 634 (Bananal–Saens Peña) tornou-se a primeira do sistema convencional de ônibus a operar sem aceitar pagamento em dinheiro dentro dos veículos.


A mudança marca o início da ampliação do sistema Jaé para os ônibus municipais comuns, modelo que já vinha sendo utilizado no BRT carioca. A partir de agora, os passageiros precisam utilizar exclusivamente cartões compatíveis ou o aplicativo oficial do sistema para embarcar.


Segundo a prefeitura, poderão ser utilizados o cartão preto do Jaé, o cartão verde unitário, o aplicativo Jaé e, em situações específicas, o Riocard. Este último continuará válido apenas para integrações intermunicipais.


A principal alteração afeta os usuários que utilizam integração tarifária entre linhas municipais. Nestes casos, será obrigatório o uso do cartão preto do Jaé, que possui cadastro vinculado ao CPF do passageiro, ou do aplicativo oficial. Já os cartões verdes, sem identificação do usuário, servirão apenas para viagens avulsas, sem direito à integração.


De acordo com a administração municipal, a exigência foi criada para aumentar o controle sobre o sistema e dificultar fraudes tarifárias. O secretário municipal Jorge Arraes afirmou que cartões sem identificação facilitam irregularidades justamente por não possuírem vínculo com o titular.


Apesar das mudanças, turistas e visitantes ocasionais poderão continuar utilizando o cartão verde unitário ou o aplicativo para pagamentos individuais, sem necessidade de cadastro no CPF. A prefeitura informou que a medida busca garantir praticidade para quem permanece pouco tempo na cidade ou utiliza o transporte esporadicamente.


A gestão municipal também destacou a expansão da estrutura de atendimento ao usuário. O sistema conta atualmente com cerca de dois mil pontos de recarga distribuídos pela cidade, muitos deles permitindo pagamento em dinheiro para inserção de créditos nos cartões. As recargas também podem ser feitas digitalmente pelo aplicativo Jaé.


A experiência do BRT foi usada como base para a nova etapa do projeto. Segundo a prefeitura, a retirada gradual do dinheiro em circulação dentro dos ônibus pretende aumentar a segurança operacional, agilizar o embarque e ampliar o controle sobre as integrações tarifárias.


A tendência coloca o Rio de Janeiro entre as cidades brasileiras que avançam na digitalização do transporte coletivo urbano, reduzindo gradativamente o uso do dinheiro físico nos sistemas públicos de mobilidade



 
 
 

Comentários


bottom of page