Rio sedia simpósio internacional sobre proteção do Alto-Mar
- Marcus Modesto
- há 2 horas
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O Rio de Janeiro começou a receber nesta terça-feira (10) pesquisadores, autoridades e especialistas de vários países para discutir a preservação das áreas oceânicas conhecidas como Alto-Mar — regiões que não pertencem oficialmente a nenhuma nação.
O encontro marca a realização do 3º Simpósio BBNJ (Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional), que reúne cientistas, representantes de governos, organismos internacionais e integrantes da sociedade civil para debater o futuro da biodiversidade marinha em águas internacionais. As edições anteriores ocorreram na Escócia, em 2023, e em Singapura, em 2025.
🌊 Debate após novo tratado internacional
A edição deste ano ganha destaque por ocorrer poucos meses após a entrada em vigor do Tratado sobre a Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional, iniciada em janeiro de 2026. O acordo internacional estabelece diretrizes para a proteção da biodiversidade em águas que correspondem a cerca de dois terços de todos os oceanos do planeta.
O simpósio busca discutir como o conhecimento científico poderá contribuir para colocar o tratado em prática dentro do sistema das Nações Unidas.
Entre os temas da programação estão governança oceânica, conservação da biodiversidade em águas internacionais, fiscalização do cumprimento do acordo, financiamento da pesquisa científica e avaliação de impacto ambiental. O evento também inclui debates sobre a contribuição de povos indígenas e comunidades tradicionais para a preservação marinha.
📚 Ciência como base para decisões
O encontro é organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e acontece até quinta-feira (12) no Museu do Amanhã, com inscrições gratuitas e transmissão online.
Segundo o diretor de Pesquisa e Inovação do instituto, Andrei Polejack, o simpósio pretende aprofundar temas que ainda precisam de regulamentação dentro do tratado e que dependem diretamente de evidências científicas.
🌍 Desafios para implementar o acordo
Uma das entidades da sociedade civil que apoiam o evento é a Oceana. Para o diretor-geral da instituição no Brasil, Ademilson Zamboni, o acordo representa um avanço importante para a proteção da vida marinha, mas sua implementação exigirá cooperação entre países.
Assinado por 86 nações, o tratado prevê quatro pilares principais: capacitação e transferência de tecnologias marinhas, divisão justa dos benefícios obtidos de recursos genéticos marinhos, criação de áreas marinhas protegidas e realização de avaliações de impacto ambiental.
Após quase duas décadas de negociações internacionais, a expectativa é que ainda neste ano aconteça a primeira conferência global dedicada ao acordo, a chamada Conferência das Partes (COP) do BBNJ, que deve avançar nas regras de aplicação do tratado. 🌎 Com informações Agência Brasil
Foto Divulgação




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