Rodrigo Drable faz carreata em Barra Mansa e transforma campanha em exercício de memória política
Barra Mansa — Rodrigo Drable colocou sua campanha para deputado estadual nas ruas de Barra Mansa neste sábado (12), reunindo apoiadores em uma carreata pela cidade.
A mobilização faz parte da estratégia eleitoral do candidato, que tenta conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro depois de ter comandado a Prefeitura de Barra Mansa por dois mandatos.
Mas uma campanha eleitoral também é momento de memória.
Drable deixou a Prefeitura em dezembro de 2024, após oito anos à frente do município. Agora, ao pedir novamente o voto da população, seu histórico administrativo volta naturalmente ao centro do debate político.
E esse histórico inclui processos e procedimentos registrados nos tribunais.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, mantém processos em que Rodrigo Drable aparece como interessado, entre eles procedimentos relacionados à prestação de contas de governo da Prefeitura de Barra Mansa. Um dos registros disponíveis no TCE-RJ é o processo nº 209387-3/21, classificado como “Prestação de Contas de Governo Municipal”.
Também existem registros de processos eleitorais envolvendo o nome de Rodrigo Drable em 2026. Entre eles estão ações relacionadas à propaganda eleitoral e ao registro de candidatura.
Nada disso permite afirmar que Rodrigo Drable seja culpado de qualquer crime ou irregularidade. Processo não é condenação, investigação não é sentença e questionamento administrativo não equivale a responsabilidade definitiva.
Mas também não existe razão para que o eleitor ignore essas informações.
É justamente esse o ponto.
Quem disputa uma eleição precisa estar preparado para ser questionado sobre sua trajetória pública.
Rodrigo Drable tem todo o direito de fazer campanha, reunir apoiadores, percorrer as ruas de Barra Mansa e apresentar suas propostas. Da mesma forma, o eleitor tem o direito de perguntar sobre o período em que ele esteve no comando da Prefeitura e sobre os processos que envolvem sua trajetória política.
A democracia funciona assim.
Não basta apresentar bandeiras, carros adesivados e imagens de campanha. É preciso apresentar também argumentos, resultados e explicações.
E é por isso que a carreata deste sábado pode ser vista de outra maneira.
Mais do que uma demonstração de força eleitoral, ela representa uma oportunidade para o eleitor lembrar que a política não começa quando a campanha começa.
Rodrigo Drable já teve oito anos de governo municipal.
Agora quer um novo mandato, desta vez no Legislativo estadual.
Cabe ao eleitor avaliar o que ele fez, o que deixou de fazer, quais resultados entregou e quais questionamentos permanecem sobre sua passagem pela Prefeitura.
Essa avaliação não pertence ao candidato, aos partidos ou aos cabos eleitorais.
Pertence ao eleitor.
E, em uma democracia, informação também é combustível de campanha.
A carreata passa.
Os carros voltam para as garagens.
As bandeiras são recolhidas.
As fotos deixam de circular nas redes sociais.
Mas os registros públicos permanecem.
E são eles, muito mais do que uma carreata, que devem ajudar o eleitor de Barra Mansa a decidir quem merece seu voto.




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