Saae de Volta Redonda acompanha crise hídrica que ameaça abastecimento no Sul Fluminense
- Marcus Modesto
- 2 de set. de 2025
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A estiagem prolongada que atinge principalmente o estado de São Paulo já acende sinais de alerta em cidades fluminenses. Em Volta Redonda, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae-VR) informou nesta terça-feira (2) que está monitorando de perto a situação, já que a redução da vazão do Rio Paraíba do Sul — principal fonte de captação do município — pode comprometer o fornecimento de água para a população.
“Quando os reservatórios paulistas operam em níveis críticos, há menor volume de água seguindo para o Rio de Janeiro, o que impacta diretamente cidades como Volta Redonda”, explicou o diretor-executivo em exercício do Saae-VR, Silvino Gandos. Segundo ele, a diminuição afeta não apenas o consumo urbano, mas também setores industrial e agrícola de toda a região.
Cantareira em baixa
Levantamento do Saae aponta que o Sistema Cantareira, que abastece cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, opera atualmente com pouco mais de 35% da capacidade. O índice é considerado preocupante pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pela Agência Nacional de Águas (ANA). Caso o volume caia abaixo de 30%, o sistema entra em estado crítico, aumentando o risco de racionamento.
Diante do cenário, medidas emergenciais já são estudadas em São Paulo, como redução da captação e diminuição da pressão da água no período noturno, o que permite economizar milhões de litros diariamente.
Orientação à população
Enquanto acompanha a situação, o Saae-VR recomenda que moradores adotem práticas simples para reduzir o desperdício. Entre as medidas sugeridas estão evitar banhos longos, consertar vazamentos, fechar a torneira ao escovar os dentes e dar preferência ao uso de baldes em vez de mangueiras. Também é incentivada a reutilização da água da chuva ou da máquina de lavar para atividades domésticas.
“O uso racional ajuda a manter a regularidade do abastecimento e pode evitar medidas mais drásticas, como racionamento ou rodízio. Essa crise exige responsabilidade coletiva. Cada atitude conta”, destacou Gandos.




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