Saae registra 884 autuações e aponta perda de R$ 980 mil com irregularidades em Barra Mansa
O sistema de abastecimento de água de Barra Mansa enfrenta um problema que vai além dos vazamentos visíveis nas ruas. Ligações clandestinas, alterações em hidrômetros e outras intervenções não autorizadas na rede provocaram 884 autuações do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae-BM) no último ano.
Segundo a autarquia, as irregularidades também contribuem para o aumento das perdas no sistema. A estimativa é de que aproximadamente 160 mil metros cúbicos de água sejam desviados ou furtados anualmente, volume que representa um impacto financeiro calculado em cerca de R$ 980 mil por ano.
Entre as ocorrências identificadas estão instalações feitas antes do hidrômetro, utilização de dispositivos para impedir a medição correta do consumo, violação de lacres e equipamentos, retirada de hidrômetros sem autorização e ligações clandestinas entre imóveis.
O Saae também considera irregular o restabelecimento do fornecimento depois de um corte, intervenções em ramais e redes de água ou esgoto sem autorização, além do uso particular de pontos públicos de abastecimento. Moradores que impedem ou dificultam inspeções realizadas dentro das normas da autarquia também podem ser autuados.
As multas previstas na regulamentação variam conforme a gravidade da infração. Os valores vão de 50 a 500 UFM, o equivalente atualmente a R$ 202,50 a R$ 2.025.
Problemas também atingem a rede de esgoto
As irregularidades não se restringem ao abastecimento de água. No sistema de esgotamento sanitário, o Saae aponta como infrações a ligação de esgoto de um imóvel para outro, a conexão inadequada entre redes de água e esgoto e o lançamento de água da chuva na rede destinada ao esgoto sanitário.
Obras e intervenções nas redes também precisam de autorização prévia. Quando um serviço é executado fora das normas, o responsável pode ser obrigado a corrigir a instalação e ainda assumir os custos relacionados à retirada de ramais irregulares.
Para o diretor executivo do Saae-BM, José Geraldo Santos, o Zeca, as perdas representam recursos que poderiam retornar ao próprio sistema de abastecimento.
“Para que a água chegue às torneiras, existe todo um processo de captação, tratamento, bombeamento, armazenamento e distribuição. O combate às irregularidades é importante para preservar esse investimento e melhorar o aproveitamento da água”, afirmou.
Saae pede participação dos moradores
A autarquia orienta que qualquer alteração em hidrômetros, cavaletes, ramais ou redes seja feita somente após autorização. A recomendação vale também para obras e adequações nas instalações dos imóveis.
Denúncias sobre ligações clandestinas, manipulação de hidrômetros, vazamentos e outras situações que possam provocar desperdício podem ser comunicadas ao Saae-BM pelo Call Center ou WhatsApp, no número (24) 3512-4333.
A sede da autarquia funciona na Avenida Homero Leite, 572, no bairro Saudade.
Foto Gabriel Borges




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