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Saúde Yanomami melhora após três anos de emergência, mas desafios ainda permanecem

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

A situação de saúde na Terra Indígena Yanomami apresenta sinais de recuperação mais de três anos após o governo federal decretar emergência sanitária no território. Os dados referentes ao primeiro semestre de 2026 apontam redução expressiva nas mortes relacionadas à desnutrição e também em outros problemas que historicamente afetam as comunidades indígenas.


Entre janeiro e junho deste ano, as mortes provocadas por desnutrição diminuíram 75,7% em relação ao mesmo período de 2023. Outro resultado considerado relevante pelo Ministério da Saúde foi a ausência de registros de mortes por malária nos seis primeiros meses de 2026.


A mortalidade por infecções respiratórias agudas também apresentou queda significativa. Na comparação com o primeiro semestre de 2023, os óbitos relacionados a esse tipo de doença recuaram 40,8%.


Considerando todas as causas de morte, foram registrados 158 óbitos entre janeiro e junho deste ano, contra 224 no mesmo período de 2023. O resultado representa uma redução de 29,5%.


Mais vacinação e presença de profissionais


A ampliação das ações de imunização também aparece entre os fatores que ajudam a explicar a melhora dos indicadores. No primeiro trimestre de 2026, foram aplicadas 20.267 doses de vacinas nas comunidades Yanomami, contra 11.273 no mesmo período de 2023. O crescimento foi de 79,8%.


Paralelamente, houve forte aumento no número de profissionais destinados ao atendimento da população. O contingente, que era de 690 trabalhadores em 2023, chegou a 2.100 em 2025.


A rede de assistência atualmente conta com 37 polos-base e 40 Unidades Básicas de Saúde distribuídos pelo território, além do Centro de Referência de Surucucu, que recebe principalmente pacientes em condições mais graves.


Distâncias continuam sendo um obstáculo


Apesar dos avanços, prestar atendimento médico aos Yanomami continua sendo uma tarefa complexa. A extensa dimensão da terra indígena, a distância entre as comunidades e a dificuldade de acesso a áreas isoladas tornam necessário manter uma estrutura permanente e capaz de alcançar regiões afastadas.


A Terra Indígena Yanomami se estende por Roraima e Amazonas e abriga comunidades espalhadas por uma das áreas mais extensas da Amazônia brasileira.


A emergência decretada em 2023 ocorreu depois que o país tomou conhecimento de um quadro crítico de desnutrição e doenças entre indígenas, situação que ganhou repercussão nacional e internacional. A partir daquele momento, o governo federal ampliou a presença de equipes de saúde e passou a promover ações conjuntas para enfrentar também problemas ambientais e atividades ilegais, principalmente o garimpo.


O avanço dos indicadores representa uma mudança importante em relação ao cenário encontrado no início da emergência. No entanto, os 158 óbitos registrados no primeiro semestre de 2026 mostram que ainda existem desafios significativos.


A redução da mortalidade, o aumento da vacinação e a ampliação da assistência médica passaram a ser alguns dos principais parâmetros utilizados para acompanhar a recuperação das condições de saúde das comunidades Yanomami.

Foto Arquivo


 
 
 

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