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Sul Fluminense Entrevista | Marcelo Cabeleireiro: “O combate à violência precisa alcançar todo o Estado, não apenas a capital”

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 24 de jul.
  • 3 min de leitura

Com Barra Mansa figurando entre os municípios com os maiores índices de criminalidade do Estado do Rio de Janeiro — sendo apontada como a cidade mais violenta do Sul Fluminense e a terceira mais violenta do interior — o jornal O Sul Fluminense entrevistou o ex-deputado estadual e pré-candidato Marcelo Cabeleireiro. Na conversa, ele relembrou sua atuação na Assembleia Legislativa, criticou a concentração de investimentos em segurança na capital e defendeu uma política que fortaleça o interior do estado.


O Sul Fluminense: Os dados mais recentes colocam Barra Mansa como a cidade mais violenta do Sul Fluminense e a terceira mais violenta do interior do Estado do Rio de Janeiro. Como o senhor avalia esse cenário?


Marcelo Cabeleireiro: É um retrato preocupante. Esses números representam famílias vivendo com medo, comerciantes inseguros e uma população que perdeu a sensação de tranquilidade. Não podemos aceitar que Barra Mansa seja conhecida pelos altos índices de violência. É preciso agir.


O Sul Fluminense: Na sua opinião, quais são as causas desse avanço da criminalidade?


Marcelo Cabeleireiro: Durante muitos anos houve uma concentração muito grande dos investimentos em segurança pública na capital e na Região Metropolitana. Enquanto isso, o interior foi ficando em segundo plano. O resultado foi o fortalecimento da criminalidade em cidades como Barra Mansa, Volta Redonda, Resende e em diversos municípios do interior. Segurança pública precisa ser tratada de forma integrada em todo o estado.


O Sul Fluminense: O senhor já ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Como foi sua atuação nessa área?


Marcelo Cabeleireiro: Quando fui deputado estadual, usei a tribuna da Alerj diversas vezes para denunciar esse desequilíbrio. Defendi que o Governo do Estado distribuísse melhor os investimentos, porque não adianta concentrar o combate ao crime apenas na capital e deixar o interior desprotegido. O cidadão do Sul Fluminense tem o mesmo direito à segurança que qualquer morador da capital.


O Sul Fluminense: Quais resultados o senhor destaca desse período?


Marcelo Cabeleireiro: Trabalhamos para fortalecer a segurança na nossa região. Conseguimos ampliar o efetivo das forças policiais em diversos municípios do Sul Fluminense e também conquistamos novas viaturas para a Polícia Militar e para a Polícia Civil. Sempre lutei para que nossa região fosse tratada com respeito e recebesse investimentos compatíveis com sua importância.


O Sul Fluminense: Hoje, quais são os principais desafios da segurança pública no Estado?


Marcelo Cabeleireiro: Existe um déficit superior a oito mil policiais civis e militares. É fundamental homologar concursos públicos, convocar os aprovados e abrir novos concursos para recompor os efetivos. Sem profissionais suficientes, fica muito difícil enfrentar a criminalidade de forma eficiente.


O Sul Fluminense: Apenas aumentar o policiamento resolve o problema?


Marcelo Cabeleireiro: Não. Segurança pública também passa pela presença do Estado. Onde faltam serviços públicos essenciais, a criminalidade encontra espaço para crescer. Precisamos de escolas funcionando bem, saúde de qualidade, oportunidades para os jovens, geração de empregos e políticas sociais. O Estado precisa estar presente em todas as regiões.


O Sul Fluminense: Caso retorne à Assembleia Legislativa, qual será sua prioridade?


Marcelo Cabeleireiro: Minha prioridade será voltar a defender o Sul Fluminense com a mesma firmeza de antes. Vou cobrar investimentos para a segurança pública, lutar pelo aumento do efetivo das polícias, pela renovação da frota de viaturas e por políticas que garantam a presença do Estado em todas as regiões. A segurança precisa ser pensada para todo o Rio de Janeiro, e não apenas para a capital.


Mensagem final


Marcelo Cabeleireiro: “Quando fui deputado estadual, lutei muitas vezes da tribuna da Alerj para alertar que não era possível concentrar praticamente todos os esforços de segurança na capital e na Região Metropolitana, deixando o interior desprotegido. Sempre defendi que o combate à criminalidade precisava alcançar todo o Estado. Trabalhei para trazer mais policiais e novas viaturas para o Sul Fluminense e continuo acreditando que esse é o caminho. Hoje o Rio enfrenta um déficit de mais de oito mil policiais civis e militares, e isso precisa ser enfrentado com urgência, por meio da convocação de concursados e da realização de novos concursos. Também é indispensável que o Estado volte a oferecer serviços públicos de qualidade em todas as regiões, porque onde o poder público se faz presente, a criminalidade perde espaço. Meu compromisso sempre foi e continuará sendo defender a população do Sul Fluminense e lutar para que cada cidadão fluminense tenha o direito de viver com segurança.”


Foto Divulgação


 
 
 

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