Tensões no Golfo reduzem tráfego no Estreito de Ormuz
- Marcus Modesto
- 27 de abr.
- 2 min de leitura
O movimento de embarcações no Estreito de Ormuz segue abaixo do normal nas últimas 24 horas, refletindo o impasse nas negociações entre Irã e Estados Unidos. Dados divulgados nesta segunda-feira (27) apontam que apenas sete navios cruzaram a rota — número bastante reduzido para uma das principais passagens marítimas do mundo.
As embarcações identificadas incluem navios vindos de portos no Iraque, além de um cargueiro de origem iraniana. As informações foram levantadas com base em monitoramento marítimo da Kpler e imagens de satélite analisadas pela SynMax.
Queda expressiva no fluxo
O atual volume de tráfego está muito distante do padrão histórico da região. Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro — envolvendo ações dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã — cerca de 140 embarcações cruzavam diariamente o estreito. Hoje, esse número representa apenas uma fração do fluxo habitual, evidenciando o impacto direto da crise geopolítica sobre o transporte marítimo global.
Bloqueio e pressão militar
Desde o bloqueio imposto ao Irã em 13 de abril, o Comando Central dos EUA informou ter redirecionado ao menos 37 embarcações que transitavam pela região. A medida integra uma estratégia de pressão econômica e militar sobre Teerã, com efeitos imediatos na circulação de navios no Golfo Pérsico.
Petróleo ainda encontra saída
Apesar das restrições, o escoamento de petróleo iraniano não foi totalmente interrompido. Levantamentos da TankerTrackers.com indicam que seis navios-tanque retornaram a portos iranianos após cruzarem o estreito, transportando cerca de 10,5 milhões de barris.
Outro dado relevante aponta que, no dia 24 de abril, aproximadamente 4 milhões de barris conseguiram atravessar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos. O cenário revela que, mesmo sob sanções rigorosas e vigilância intensificada, parte da produção energética do Irã ainda alcança o mercado internacional.




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