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Viatura recuperada à força expõe tensão entre Polícia Civil e Prefeitura do Rio

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Uma ação protagonizada por policiais civis na manhã de domingo (3) terminou em confusão e levantou questionamentos sobre abuso de autoridade e desrespeito a protocolos legais no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu em um depósito público de veículos localizado no bairro do Andaraí, na Zona Norte da cidade.


O alvo da operação improvisada era um carro apreendido horas antes durante o esquema especial de ordenamento urbano montado para o show da cantora Shakira, que se apresentou em Copacabana. O veículo, um Nissan Versa prata, havia sido rebocado por estacionamento irregular nas imediações da 12ª DP (Copacabana).


Sem identificação visual que indicasse se tratar de uma viatura oficial, o automóvel só foi posteriormente reconhecido como pertencente à Polícia Civil — utilizado, segundo informações, em atividades investigativas.


De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro chegaram ao depósito em uma viatura caracterizada e retiraram o carro sem seguir os procedimentos administrativos exigidos. Na saída, a situação saiu do controle: o portão foi derrubado após a viatura avançar contra a estrutura, e uma funcionária quase foi atingida. Relatos também apontam que um fuzil foi direcionado a um servidor durante a ação.


Ainda segundo a Seop, funcionários que tentaram impedir a retirada irregular do veículo foram agredidos e intimidados. O caso gerou reação imediata da prefeitura, que classificou a conduta como truculenta e manifestou apoio aos servidores envolvidos.


A ocorrência foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil. Em nota, a corporação afirmou que não tolera desvios de conduta e que os agentes envolvidos estão sendo investigados.


O episódio escancara um conflito institucional preocupante: quando aqueles responsáveis por fazer cumprir a lei passam a ignorar as próprias regras, o impacto vai além de um portão derrubado — atinge diretamente a confiança nas instituições públicas.



 
 
 

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