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Técnica de enfermagem descobre que era “presidente da República” em registro oficial há mais de 20 anos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 1 minuto
  • 2 min de leitura

O que deveria ser apenas mais uma tentativa de conseguir emprego acabou se transformando em espanto e constrangimento para a técnica de enfermagem Aldenize Ferreira da Silva, em Pernambuco. Ao procurar atendimento em uma agência do trabalho, ela descobriu que aparecia nos sistemas oficiais como “presidente da República” desde 2002.


A informação também constava na Carteira de Trabalho Digital da trabalhadora, que ficou surpresa ao perceber que o vínculo irregular permanecia ativo havia mais de duas décadas.


Segundo os registros, o suposto cargo estaria ligado à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, onde Aldenize trabalhou entre os anos de 2000 e 2002 como merendeira em uma escola da zona rural do município.


“Achei que poderia até ser presa”


Aldenize contou que decidiu procurar novamente uma vaga formal após concluir o curso técnico de enfermagem em 2023. Durante o atendimento na agência do trabalho, a reação do funcionário chamou sua atenção.


“Ele perguntou se eu estava brincando. Eu não entendi nada”, relatou.


Foi então que recebeu a informação de que aparecia cadastrada como ocupante do cargo de presidente da República desde março de 2002. O vínculo ainda constava como ativo nos sistemas trabalhistas.


Assustada, a trabalhadora disse ter pensado até na possibilidade de enfrentar problemas judiciais por conta do erro.


“Na hora me deu um desespero. Pensei que poderiam achar que eu tinha falsificado alguma coisa, mas nunca mexi nisso”, afirmou.


Após o episódio, ela acessou a Carteira de Trabalho Digital e confirmou que o registro equivocado realmente aparecia em seus dados profissionais.


Prefeitura reconhece erro no sistema


Em nota oficial, a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou que a inconsistência teria ocorrido durante a migração de dados entre sistemas antigos de recolhimento do FGTS e o e-Social.


Segundo o município, alguns servidores acabaram vinculados, de maneira incorreta, a um cadastro genérico identificado como “presidente da República”.


A administração municipal orientou Aldenize a procurar a Unidade de Gestão de Pessoas para regularizar a situação e declarou que medidas internas foram adotadas para evitar novos problemas semelhantes.


Trabalhadora acredita ter sido prejudicada


Aldenize acredita que o erro pode ter comprometido suas chances de contratação nos últimos anos. Mesmo formada como técnica de enfermagem e cuidadora de idosos, ela afirma que não conseguiu estabilidade profissional.


Atualmente, realiza trabalhos informais como acompanhante hospitalar, cuidadora e faxineira para garantir renda enquanto tenta ingressar oficialmente na área da saúde.


“Talvez esse vínculo em aberto tenha atrapalhado muita coisa e eu nem sabia”, disse.


Outros casos semelhantes apareceram


Após a repercussão da história, outras mulheres relataram situações parecidas envolvendo registros profissionais com o cargo de “presidente da República”.


Até o momento, a prefeitura não informou quantas pessoas podem ter sido afetadas pelo problema nem se haverá investigação para apurar responsabilidades sobre as falhas cadastrais.



 
 
 

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