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Operação da Polícia Civil mira grupo suspeito de planejar ações violentas durante as eleições de 2026

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou, na manhã desta terça-feira (4), uma operação para desarticular um grupo investigado por suspeita de planejar atos violentos em Brasília durante o período eleitoral de 2026. A ação, batizada de Operação Rede Interrompida, cumpriu medidas judiciais contra oito pessoas em diferentes regiões do país.


Os mandados foram executados nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, com apoio das Polícias Civis locais. Os investigados têm entre 19 e 31 anos.


As apurações são conduzidas pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da PCDF e tiveram início após informações técnicas repassadas por um laboratório especializado do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A partir da análise desse material, os investigadores identificaram conversas que indicariam a articulação de uma mobilização voltada para o período das eleições.


Segundo a Polícia Civil, durante o monitoramento foram encontrados indícios de planejamento envolvendo possíveis invasões de prédios públicos, estratégias de atuação, recrutamento de integrantes e troca de informações sobre locais considerados de interesse pelo grupo. Também foram localizados arquivos contendo mapas, plantas e modelos tridimensionais de edifícios da área central de Brasília.


Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o compartilhamento de conteúdos relacionados à fabricação de explosivos. Esse elemento reforçou o pedido de busca e apreensão apresentado à Justiça, com o objetivo de preservar provas e impedir o avanço das atividades investigadas.


Durante a operação, policiais recolheram celulares, computadores, documentos e outros equipamentos eletrônicos que passarão por perícia. A expectativa é identificar a extensão da atuação do grupo, esclarecer a participação individual de cada investigado e verificar se há outras pessoas envolvidas.


Até o momento, o inquérito apura possíveis crimes como associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. A Polícia Civil informou que, nesta fase da investigação, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo. O procedimento segue sob sigilo e novas diligências não estão descartadas.


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