União Europeia barra carnes brasileiras por questões sanitárias e aumenta pressão sobre exportações
- Marcus Modesto
- 12 de mai.
- 2 min de leitura
A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e derivados para o mercado europeu. A medida passa a valer oficialmente em 3 de setembro e foi motivada por questionamentos relacionados ao controle sanitário na produção animal brasileira.
Segundo a Comissão Europeia, o governo brasileiro não apresentou garantias suficientes sobre o cumprimento das regras que restringem o uso de antibióticos e substâncias antimicrobianas na pecuária. As normas europeias proíbem a utilização desses produtos para acelerar o crescimento dos animais ou aumentar artificialmente a produtividade.
O bloqueio atinge produtos de origem bovina, aves, ovos, mel, equinos e também envoltórios utilizados na fabricação de embutidos. A decisão foi confirmada pela porta-voz de Saúde da União Europeia, Eva Hrncirova.
Enquanto o Brasil foi excluído da lista, países como Argentina, Colômbia e México permaneceram autorizados a exportar para o bloco por atenderem às exigências sanitárias estabelecidas pelos europeus.
A medida ocorre em meio às discussões do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que vem enfrentando resistência principalmente de produtores rurais e do governo da França. Agricultores europeus alegam concorrência desleal e cobram que produtos importados sigam os mesmos padrões sanitários aplicados dentro da Europa.
O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou que a exigência busca garantir igualdade nas condições de produção e segurança alimentar entre os países parceiros.
Agora, o governo brasileiro e o setor agropecuário terão de apresentar respostas técnicas e adequações aos protocolos sanitários exigidos pela União Europeia para tentar reverter a suspensão.
A decisão representa um impacto importante para o agronegócio nacional, já que o Brasil é um dos maiores exportadores de proteína animal do mundo. Além das perdas econômicas, especialistas avaliam que a medida também provoca desgaste na imagem internacional do setor exportador brasileiro.




Comentários