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Vendaval deixa rastro de destruição no Rio, causa mortes e afeta serviços em toda a capital

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 30 de jul.
  • 2 min de leitura

A forte ventania que atingiu o Rio de Janeiro na tarde de quarta-feira (29) provocou graves transtornos em diversas regiões da cidade. Com rajadas superiores a 100 km/h, o fenômeno derrubou árvores, interrompeu o fornecimento de energia elétrica, comprometeu a operação dos transportes públicos e resultou na morte de duas pessoas.

Na manhã desta quinta-feira (30), equipes da Prefeitura, da concessionária de energia e da Defesa Civil continuavam mobilizadas para remover obstáculos das vias, restabelecer a rede elétrica e minimizar os impactos causados pelo temporal.

Principais vias voltam a funcionar

Segundo a administração municipal, os principais corredores viários foram liberados para o tráfego, permitindo a retomada da circulação em boa parte da cidade. Apesar disso, algumas ruas permaneciam parcialmente interditadas devido à queda de árvores e outros danos provocados pelos ventos.

Mesmo com a melhora nas condições das vias, milhares de moradores ainda enfrentavam a falta de energia elétrica em diversos bairros da capital.

Transporte sofreu paralisações

O vendaval também provocou reflexos significativos na mobilidade urbana. Trens, metrô e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) interromperam temporariamente as operações durante a passagem da tempestade, enquanto voos precisaram ser cancelados ou redirecionados por questões de segurança.

Com a paralisação simultânea de diferentes modais, passageiros enfrentaram longos congestionamentos, pontos de ônibus lotados e atrasos generalizados. Nesta quinta-feira, os serviços foram gradualmente normalizados, embora o ramal Saracuruna ainda opere com restrições.

Acidentes fatais marcaram a passagem da tempestade

A força dos ventos também deixou vítimas. Em Santa Teresa, um muro desabou sobre duas pessoas, causando a morte de um ex-jogador do Botafogo e de um amigo que o acompanhava.

Na Região Metropolitana, uma pessoa ficou gravemente ferida após o desabamento parcial da cobertura de um imóvel em Mesquita. Já em Angra dos Reis, equipes realizam buscas por um pescador que desapareceu durante a mudança das condições do mar provocada pela frente fria.

Rajadas superaram os 100 km/h

Medições meteorológicas registraram ventos extremamente intensos em diferentes pontos do estado. No Aeroporto Internacional do Galeão, as rajadas ultrapassaram os 105 km/h, enquanto outras localidades também apresentaram velocidades elevadas.

Especialistas classificaram o episódio como um evento climático de grande intensidade, acima das previsões iniciais, reforçando o aumento da frequência de fenômenos extremos associados às alterações nas condições atmosféricas.

Situação tende a melhorar

De acordo com os serviços de meteorologia, a frente fria responsável pelo vendaval já se deslocou para o oceano. A previsão para esta quinta-feira indica ventos de menor intensidade, possibilidade de chuva fraca e temperaturas mais amenas.

Embora o cenário seja de melhora, os trabalhos de recuperação seguem em vários pontos da cidade, com prioridade para o restabelecimento da energia elétrica, limpeza das vias e retirada de árvores que ainda oferecem risco à população.



 
 
 

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