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Vereadores de Barra Mansa espalham apoio a candidatos de fora

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 45 minutos
  • 4 min de leitura

A eleição de 2026 começa a revelar uma situação que merece ser discutida com seriedade em Barra Mansa: os vereadores da cidade estão distribuindo seus apoios entre uma extensa lista de candidatos, muitos deles de fora do município e que aparecem com força justamente quando chega a temporada eleitoral.


Para deputado estadual, cinco vereadores declararam apoio ao ex-prefeito de Barra Mansa Rodrigo Drable (Solidariedade): Klévis Farmacêutico, Pissula, Everton Pésão, Paulo Sandro e Marquinho Pitombeira.


Na sequência aparece Gustavo Tutuca (PP), que recebeu os apoios de Gustavo Gomes, Rayane Braga, Junior da Van e Elias da Corbama.


Outros dois vereadores escolheram André Corrêa (PSD): Paulo Chuchu e Dr. Eduardo Pimentel.


Também aparecem na lista Munir Neto (Solidariedade), apoiado por Jefferson Mamede; Célia Jordão (PSD), que recebeu o apoio de Bruno Oliveira; Rafael Picciani (União Brasil), apoiado por Casé; Engenheiro Uruan (União Brasil), com o apoio de Cristina Magno; Giovani Ratinho (MDB), apoiado por Daniel Maciel; Rosenverg Reis (MDB), escolhido pelo vereador Pastor Valter; e Val Ceasa (PRD), que recebeu o apoio de Deco.


Há ainda Marcell Castro (PDT), que é vereador de Barra Mansa e colocou seu próprio nome na disputa por uma vaga na Alerj.


Mas é justamente na lista para deputado federal que a situação chama ainda mais atenção.


Vitor Junior (PDT) recebeu quatro apoios: Klévis Farmacêutico, Marcell Castro, Junior da Van e Elias da Corbama.


Dani Cunha (PL) aparece com três apoios: Bruno Oliveira, Cristina Magno e Deco.


Aureo Ribeiro (Solidariedade) tem o apoio de Everton Pésão e Paulo Sandro, enquanto o ex-prefeito de Vassouras Severino Dias (PSDB) recebeu as declarações de Paulo Chuchu e Dr. Eduardo Pimentel.


Também aparecem na relação Diogo Balieiro (PL), apoiado por Gustavo Gomes; Leonardo Picciani (PV), apoiado por Pastor Valter; Lindbergh Farias (PT), escolhido por Pissula; Sóstenes Cavalcanti (PL), apoiado por Jefferson Mamede; Doutor Luizinho (PP), que recebeu o apoio de Rayane Braga; Julio Lopes (PP), apoiado por Casé; Luciano Guerreiro (MDB), escolhido por Daniel Maciel; e Dr. Flávio (PL), que tem o apoio de Marquinho Pitombeira.


E é aí que começa a discussão que Barra Mansa precisa fazer.


Por que tantos candidatos de fora estão encontrando espaço dentro da política municipal, enquanto a cidade continua com dificuldade para construir uma representação própria e forte no Congresso Nacional e na Alerj?


Não há nada de ilegal em um vereador escolher o candidato que quiser. O voto é livre, assim como o apoio político. Mas existe uma questão legítima para o eleitor fazer: qual é o compromisso concreto desses candidatos com Barra Mansa?


Porque, para muitos deles, a cidade parece surgir no mapa político justamente de quatro em quatro anos.


É nesse período que aparecem as reuniões, os encontros com lideranças, as fotografias, os vídeos para as redes sociais e as promessas de que Barra Mansa será prioridade.


Depois da eleição, entretanto, o eleitor precisa descobrir se aquele candidato continuará frequentando a cidade.


É uma velha prática da política brasileira: o candidato de fora procura lideranças locais, conquista cabos eleitorais, recebe uma estrutura política e tenta transformar a cidade em uma fonte de votos. Quando a eleição termina, sua prioridade passa a ser outra.


E Barra Mansa fica novamente esperando.


Esperando recursos.


Esperando emendas.


Esperando investimentos.


Esperando que alguém em Brasília ou na Alerj lembre que existe uma cidade com mais de 170 mil habitantes precisando de representação política.


Por isso, os vereadores precisam ser questionados não apenas sobre quem estão apoiando, mas principalmente sobre o que esses candidatos estão oferecendo a Barra Mansa.


Qual é o compromisso de Rodrigo Drable com a cidade? E de Gustavo Tutuca? De André Corrêa? De Munir Neto? Célia Jordão? Rafael Picciani? Engenheiro Uruan? Giovani Ratinho? Rosenverg Reis? Val Ceasa?


E, para deputado federal, qual será o compromisso de Vitor Junior, Dani Cunha, Aureo Ribeiro, Severino Dias, Diogo Balieiro, Leonardo Picciani, Lindbergh Farias, Sóstenes Cavalcanti, Doutor Luizinho, Julio Lopes, Luciano Guerreiro e Dr. Flávio?


Não basta pedir voto em Barra Mansa. É preciso devolver alguma coisa para Barra Mansa.


E essa cobrança deveria partir principalmente dos próprios vereadores que estão pedindo votos para esses candidatos.


Se um parlamentar municipal apresenta determinado deputado ao eleitor, deveria também assumir o compromisso de cobrar esse deputado durante todo o mandato.


Porque não adianta aparecer em Barra Mansa em setembro de 2026, pedir milhares de votos e desaparecer depois do dia 4 de outubro.


O eleitor está cansado dessa política de ocasião.


Barra Mansa precisa deixar de ser vista como um grande depósito eleitoral disponível para quem chega na cidade apenas em época de eleição.


A cidade precisa de deputados que tenham compromisso permanente, que conheçam seus problemas e que possam ser cobrados.


E os vereadores, que representam diretamente a população, deveriam liderar esse processo.


Não significa que todos tenham que apoiar o mesmo candidato. Muito menos que o eleitor seja obrigado a votar em alguém simplesmente porque um vereador indicou.


Significa exigir contrapartida política.


Se um candidato quer os votos de Barra Mansa, que diga claramente o que pretende fazer pela cidade.


Se quer o apoio de um vereador, que apresente compromissos públicos.


Se quer representar o município na Alerj ou em Brasília, que demonstre por que merece a confiança do eleitor.


Porque fotografia com vereador não é obra.


Promessa não é investimento.


Discurso não é emenda.


E aperto de mão em período eleitoral não pode valer mais do que quatro anos de trabalho.


A eleição de 2026 pode ser uma oportunidade para Barra Mansa mudar essa lógica.


O eleitor precisa olhar para a lista de candidatos e perguntar: quem realmente esteve aqui antes de pedir meu voto? Quem trouxe recursos? Quem defendeu a cidade? Quem conhece seus problemas? Quem continuará presente depois da eleição?


Essa é a cobrança que deveria estar nas ruas.


Porque Barra Mansa não pode continuar sendo lembrada apenas quando chega a hora de contar votos.


Quem quer o voto de Barra Mansa precisa estar disposto a trabalhar por Barra Mansa — antes, durante e, principalmente, depois da eleição.

Foto Arquivo



 
 
 

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