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Segurança Presente finalmente chega ao Centro de Barra Mansa — e a cidade espera que não seja só mais uma placa nova

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 35 minutos
  • 2 min de leitura

Depois de muita promessa, anúncio, discurso e expectativa, Barra Mansa finalmente inaugurou a base da Operação Segurança Presente no Centro da cidade. A estrutura foi instalada no Largo Nossa Senhora da Glória e chega acompanhada de 18 policiais militares, quatro viaturas e seis motocicletas.


Finalmente.


A palavra talvez seja a mais adequada para resumir a inauguração. Afinal, segurança pública em Barra Mansa deixou de ser há muito tempo uma questão secundária. A população convive com a sensação de insegurança, comerciantes reclamam, moradores evitam determinados horários e a presença policial nas ruas é uma cobrança recorrente.


Agora, a base está de pé. Bonita, equipada e oficialmente inaugurada. Resta saber se, além da solenidade, também haverá policiamento efetivo e permanente nas ruas.


Porque inaugurar uma base é relativamente simples. Difícil é fazer a população perceber, no dia a dia, que alguma coisa realmente mudou.


A Prefeitura construiu a estrutura e bancou quatro viaturas e seis motocicletas. O Estado entra com o efetivo. É uma parceria que, no papel, parece perfeita. Mas segurança pública não se mede pela quantidade de autoridades presentes na fotografia da inauguração, nem pelo número de discursos feitos diante das câmeras.


Mede-se pelo comerciante que fecha a loja sem medo. Pela família que pode caminhar pelo Centro à noite. Pelo idoso que consegue esperar o ônibus com tranquilidade. Pelo cidadão que deixa de olhar para trás a cada esquina.


E Barra Mansa precisa disso.


A inauguração também levanta uma pergunta inevitável: por que demorou tanto?


Durante anos, a cidade ouviu promessas de reforço na segurança, aumento do efetivo e presença maior do Estado. Em determinado momento, chegou-se a falar até em batalhão. O batalhão não veio. O que veio agora é uma base do Segurança Presente — importante, sem dúvida, mas que não pode ser vendida como solução definitiva para todos os problemas de segurança do município.


É um reforço. E reforço é bem-vindo.


Mas não faz milagre.


Barra Mansa precisa de policiamento ostensivo, investigação, inteligência, iluminação pública eficiente, ocupação dos espaços públicos, combate ao tráfico e integração permanente entre as forças de segurança. Uma base sozinha não transforma uma realidade complexa.


A ironia é que a placa pode ser inaugurada em um dia. A sensação de segurança, não.


Essa precisa ser construída todos os dias.


A expectativa agora é que os 18 policiais não sejam apenas números em um release oficial e que as quatro viaturas e seis motocicletas não se transformem em patrimônio bonito estacionado diante da base.


A população quer vê-los circulando.


Quer presença.


Quer prevenção.


Quer resposta.


E, principalmente, quer que a segurança deixe de ser promessa de campanha, discurso de solenidade ou fotografia com autoridades e passe a ser uma realidade nas ruas.


A base do Segurança Presente finalmente chegou ao Centro de Barra Mansa. Agora começa a parte mais difícil: fazer com que ela realmente esteja presente.


Porque, depois de tanta espera, inaugurar já não basta.


É preciso funcionar.

Foto Gabriel Borges


 
 
 

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