Vigilância Sanitária apreende aguardente clandestina em Volta Redonda
- Marcus Modesto
- 3 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Volta Redonda voltou a enfrentar nesta semana um problema recorrente: a circulação de bebidas alcoólicas clandestinas e sem qualquer controle sanitário. Durante operação realizada nessa quinta-feira (2), fiscais da Vigilância Sanitária percorreram 18 estabelecimentos, entre bares, minimercados e depósitos de bebidas, e encontraram 102 litros de aguardente clandestina, sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária. Todo o material foi inutilizado.
A ação ganha ainda mais relevância diante do alerta nacional sobre intoxicações por metanol, confirmadas em São Paulo e investigadas em Pernambuco. O risco é grave: o metanol é altamente tóxico e pode causar desde cegueira até a morte. O coordenador da Vigilância Sanitária, Carlos Amaro Chicarino de Carvalho, afirmou que a intensificação das vistorias deve continuar até que o risco seja controlado.
Apesar do discurso de “prevenção”, o episódio expõe a fragilidade da fiscalização e o avanço do comércio ilegal na cidade. O fato de mais de 100 litros de bebida clandestina estarem disponíveis em estabelecimentos que funcionam abertamente em Volta Redonda levanta perguntas inevitáveis: como esses produtos chegam com tanta facilidade aos pontos de venda? Onde está a articulação com a Polícia Civil e com a Receita Federal para atacar a cadeia de produção e distribuição?
As orientações divulgadas pela Vigilância – como verificar rótulos, conferir lacres e exigir nota fiscal – são importantes, mas insuficientes diante de uma rede clandestina que movimenta um mercado paralelo e coloca em risco a saúde da população. A responsabilidade não pode ser jogada apenas no colo do consumidor ou do pequeno comerciante: é preciso uma atuação coordenada entre os órgãos municipais, estaduais e federais para coibir a entrada e a distribuição dessas bebidas.
Enquanto as autoridades não atacarem a raiz do problema, a cada operação a população seguirá descobrindo que esteve, mais uma vez, à mercê do álcool adulterado – um veneno vendido como diversão.
Foto Secom




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