Volta Redonda avança na cinoterapia e avalia cão para atendimento a crianças com TEA
- Marcus Modesto
- 23 de abr.
- 2 min de leitura
A Prefeitura de Volta Redonda deu mais um passo na implantação da cinoterapia como ferramenta de inclusão no município. Na última semana, o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Washington Uchôa, esteve no Rio de Janeiro em uma agenda voltada à escolha do cão que será utilizado no atendimento terapêutico de crianças atípicas.
O projeto é desenvolvido em parceria com o Batalhão de Ações com Cães da Polícia Militar e tem como foco o uso de cães em terapias assistidas. A proposta busca estimular o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, especialmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista e dificuldades de aprendizagem ou interação.
Durante a visita, realizada no bairro Olaria, a comitiva conheceu a estrutura do canil da corporação e os métodos de treinamento adotados. O secretário foi recebido pela tenente Vivian Gomes, médica-veterinária da unidade, e pelo subtenente Vinicius Gonçalves, responsável pelo adestramento dos animais. O encontro também serviu para definir critérios técnicos fundamentais para a escolha do cão.
Na sequência da agenda, o grupo seguiu para Niterói, onde foi identificado um animal com potencial para integrar o projeto. Segundo Uchôa, a avaliação do adestrador é uma etapa decisiva para garantir que o cão atenda às exigências da terapia.
— Fomos conhecer de perto o trabalho do batalhão e trouxemos o adestrador para analisar o animal encontrado. Esse cuidado é essencial para garantir que a escolha seja adequada ao atendimento das crianças — explicou o secretário.
A definição final ainda depende de avaliação técnica e da entrega da documentação pelo canil, etapa necessária para a formalização do processo administrativo. Somente após Fessa fase a aquisição será concluída.
O atendimento será realizado no espaço Laço Azul, no bairro Retiro, referência no acompanhamento de crianças com TEA. A equipe local ficará responsável pela seleção dos participantes do projeto.
Além do foco terapêutico, a iniciativa também se conecta à implantação futura de uma unidade do Batalhão de Ações com Cães em Volta Redonda, prevista para o bairro Roma. O espaço será voltado à segurança pública, com atuação de cães farejadores e de apoio operacional, e poderá, futuramente, integrar também as atividades de cinoterapia, unindo inclusão social e serviços de segurança.




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